sexta-feira, 16 de maio de 2008

Concerto em Gravatal

Voces devem estar surpresos com o título desta postagem.. pois segundo a programação e segundo o nosso diário de bordo nosso concerto seria realizado em Tubarão, mas acabamos nos apresentando no Centro de Convenções do Hotel Internacional na cidade de Gravatal; estávamos anciosos quanto a quantidade de público, pois o deslocamento de Tubarão para Gravatal não é tão prático, possivelmente percorremos no mínimo 30 Km do hotel em Tubarão para o local do concerto em Gravatal, então acreditávamos que teríamos um público pequeno, mas tivemos uma grata surpresa, o salão onde tocamos estava completamente cheio, e o público que lá esteve realmente queria ouvir a música do V. Lobos, pois demonstraram muita atenção e sensibilidade ao apreciarem a música apresentada pela OEMT, ao final do concerto quando já praticamente tinhamos saído do palco o público se levantou e começou novamente nos aplaudir, nos obrigando a voltar ao palco e executar com maestria o Prelúdio da Bachiana número 04, ao final deste Prelúdio aqui citado eu pude perceber pessoas emocionadas e completamente envolvidas pela bela música do Prelúdio. Ao final do concerto antes de percorremos mais os 30 Km de volta para o hotel em Tubarão, ficamos admirando a estrutura do hotel e imaginando o quanto teria sido bom para nosso estado físco e de espírito se tivessemos ficado hospedados naquele hotel.


LUCIANO PONTES
-SPALLA/Orquestra do Estado de Mato Grosso-

Criciúma (SC)

(Leandro) Bom concerto, público caloroso, tudo certo. Conheci o Toni Siqueira e sua esposa, Helena, integrantes da Associação Coral de Criciúma, um grupo que existe há 43 anos. Eles realizam o Festival Internacional de Corais de Criciúma que, em 2008, vai para sua décima sexta edição. Eles tem o apoio do Governo do Estado, da Prefeitura e de várias empresas privadas. A programação é variada e inclui corais de vários estados brasileiros e de outros países. Segundo eles, o movimento coral na cidade é forte, ao contrário da música de concerto. Poucas opções e nenhuma orquestra profissional em atividade regular na região. Amanhã seguimos para Laguna (SC).

Criciúma (vista do quarto do Hotel)

Serra (Deivide)




Yesterday was a tuffy. Not a lot to be said in terms of tiredness but in terms of scenery it was a special one! I really enjoyed our brief time in Lages, 2 days are a valuable asset to your sanity when living out of a suitcase. Our arrival in Tuberao was not the best thought out in logistical terms and the road back to Gravizal was a tough one o swallow but we made it and the public were extremely receptive even when the tired stares of the musicians were refelected in our music making. I was epecially impressed with Alexandre who mangaged to pull it out of the bag and play his ciranda flawlessly.

The most impressive part of the day was the descent of the "Rio do Rastro" which along side the "road of death" in Bolivia has to be one of the most nail biting 30 minutes of road anywhere in the world. Reversing a bus around steep corners was a real challenge even for our experienced bus driver. I decided that the upward journey looked more dangerous than our downhill journey though and thank god we weren't in a lorry! Anyway, I'm a little better rested today, the cold is on its way out and the throat lozenges worked a treat. Onwards and upwards as they say.

Tubarão - Gravatal (SC)

(Leandro) Vivemos ontem o dia mais cansativo de toda a viagem (até o momento). Saímos às nove da manhã de Lages e, após mais de sete horas de viagem, enfrentando uma serra perigosissima em que o ônibus teve que manobrar várias vezes para conseguir fazer as curvas, a beira de um penhasco, chegamos exaustos em Tubarão. Depois dessa odisséia, e pouco mais de uma hora para fazer o check-in no Art Hotel e tomar banho, voltamos todos para o ônibus para mais 40 minutos de estrada até o município de Gravatal, onde, na realidade, seria realizado o concerto. Foi difícil encontrar o lugar, perguntávamos nas ruas e as informações eram desencontradas. Tomamos várias vias erradas até encontrar o Centro de Convenções do Hotel Internacional, local onde seria realizado o concerto. Chegamos em cima da hora. Numa situação onde parecia impossível termos público, nos surpreendemos não só pela quantidade de pessoas, mas também pela atenção e energia dos que estavam ali realmente para ouvir música. Além das pessoas que estavam hospedadas no Hotel, muita gente se locomoveu de Tubarão até este Centro de Eventos em Gravatal para assitir o concerto. Isso revigorou o ânimo e fizemos até um duplo bis.

Viagem pela Serra do Rio do Rastro



Jorge Moura postando...
Esta viagem foi até agora a mais interessante, longa (7 horas) e um tanto assustadora. A serra é muito íngreme e as curvas muito fechadas, algumas de mais de 180 graus onde o ônibus tinha que parar e fazer altas manobra para podermos continuar viagem até Tubarão/SC. Antes de descer a Serra paramos em uma churrascaria onde tinha uma cachoeira linda e logo no início da Serra paramos em um mirante onde tivemos uma bela (horripilante)vista do que iríamos enfrentar e fizemos algum contato com um grupo de quatis esfomeados que vinham cheirar a câmera procurando comida.










Vegetação SC





Jorge Moura postando...
A vegetação em Santa Catarina já é uma beleza por si só, gosto muito de ver estes pinheiros, araucárias acho tudo lindo.

Concerto em Tubarão/Gravatal (SC)

Serra do Rio do Rastro (SC)



Minutos antes de enfrentar uma das Serras mais perigosas do Brasil ...

A caminho de Tubarão (SC) 2



Fernando, Cadu, Alice, Pedro, William e Camila

A caminho de Tubarão (SC)



William Isaac

Serra do Rio do Rastro



Duas visões da serra que ao mesmo tempo meteu medo em muitos e também fascinou a outros. (Zevang)

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Bom Jardim da Serra (SC)

Uma churrascaria fantástica! Uma paisagem estonteante! E na foto aparecem quase todos (menos eu, atrás da câmera :-) (por Zevang)

Lages (SC)

Fizemos hoje um concerto num lugar especial, a bela Pousada Rural do Sesc SC. Atingimos as pessoas que moram na região, em cidades próximas a Lages e nas pequenas comunidades rurais vizinhas ao local. Muita gente nunca tinha visto uma orquestra. Depois do concerto fomos muito assediados por pessoas carinhosas que queriam saber mais sobre a Orquestra, os instrumentos musicais e o dia-a-dia dos músicos. Pena que não ficamos hospedados nas acomodações da Pousada. Seria uma boa oportunidade para descansarmos de uma rotina bastante exaustiva de viagens e concertos diários.

Concerto em Lages - Pousada Rural do Sesc SC


quarta-feira, 14 de maio de 2008

Alex Teixeira depois do concerto em Lages - Pousada Rural


Carlos Eduardo Gomes depois do concerto em Lages - Pousada Rural


João Paulo e Jorge depois do concerto em Lages - Pousada Rural


Correndo por Lages (Jorge Moura)










Jorge Moura Postando...
Estamos em Lages e após vários cafés da manhã, almoços, jantas e gramas (kilos?) a mais, aproveitei a manhã para correr um pouco e conhecer um pouco do centro desta cidade e tirei algumas fotos interessantes como a da catedral de Lages, um lago legal com pedalinho e tudo onde algumas pessoas também aproveitavam a manhã para caminhar e um memorial que lembra um certo museu...não é lá que está o segredo do Código Da Vinci? hehe. Termino a caminhada passando pela estatua de Antônio Correa Fundador de Lages. Gostei desta cidade, a corrida valeu mas o ar estava tão frio que terminei com a sensação de que queimava quando eu puxava o ar (um exagerozinho de músico cuiabano sedentário).

Bate-papo depois do concerto em Lages (SC)


Teatro Municipal Marajoara (Lages - SC)


(Camila) Ainda venho enfatizar para a leitura da postagem anterior, reflexão do nosso Maestro, Leandro Carvalho sobre o apoio e conscientização da cultura no nosso país.

Nas fotos anteriores, Caduzão e Caduzinho, o time do truco, Zevang e Fernando, e na última foto, nosso Maestro, Leandro Carvalho acompanhado pelo cello do David.

Saudações a todos, e até nosso próximo destino, Tubarão! :)

Viagem de ônibus de Concórdia para Lages

(Camila, também abaixo) Aqui são alguns dos passatempos e momentos da nossa tripulação de trajetos entre uma cidade para outra. O repertório explorado é sempre o mesmo, com direito a variações e improvisações, Truuuco!! O contexto pode variar entre carros, futebol, música, uma boa soneca, um bom livro, um proveitoso estudo, um papo cult (as vezes nem tanto). Momento zen, nem sempre tem!!! Sim, sempre com direito a uma belíssima paisagem que confortando os olhos, de Santa Catarina a gente nunca esquece!!! :)




Abaixo, duas imagens que me chamaram a atenção na cidade anterior, Concórdia numa pequena caminhada pela cidade explorando as cores, cantos e encantos do nosso Brasil!


Fundep e o “Sistema S”

(Leandro Carvalho) Abro aqui um espaço para uma breve reflexão sobre o projeto de lei que o Governo Federal prepara, prevendo a diminuição em mais 30% dos recursos recebidos pelo “Sistema S” [Serviço Nacional da Indústria (Senai), Serviço Nacional do Comércio (Senac), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem em Transportes (Senat), Serviço Social de Transportes (Sest), Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (Sebrae) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop)] em benefício do Fundo de Educação Profissional (Fundep), um fundo a ser criado para incrementar o ensino técnico no país utilizando recursos, estrutura e experiência deste “Sistema”. Este fundo estaria sob o controle de um Conselho presidido pelo Ministro da Educação.

Diante desta noticia, a sociedade tem reagido em pequena escala, mas com grande indignação. Sabemos que o ensino técnico abre perspectivas profissionais para muitos jovens. Nada contra sua incrementação. O que realmente incomoda é a atitude ‘intervencionista’, como muitos a tem chamado, de algumas pessoas do Governo Federal em uma das poucas instituições que ‘funcionam’ no Brasil

Vou me ater às atividades desenvolvidas pelo Sesc na área da cultura, após percorrer 13 municípios do Estado de SC, juntamente com a Orquestra do Estado de Mato Grosso, dentro da programação do projeto Sonora Brasil, e ter recolhido uma impressão geral sobre a área cultural no Estado. As cidades que apresentamos concertos são pólos regionais, algumas delas com grande desenvolvimento industrial e humano. Verificando a realidade de cada uma delas, in loco, e ouvindo relatos de gestores da área cultural, pública e privada, da comunidade e dos artistas em atuação local, pode-se chegar a algumas conclusões não surpreendentes.

A primeira delas é que as secretarias municipais de cultura e/ou fundações de cultura tem uma atuação limitada em função do pouco orçamento da pasta, da falta de prestígio político do setor ou mesmo de gestores que se valem do cargo como trampolim político para um cargo da câmara de vereadores. A falta de uma ‘política pública’ para a área cultural é clara, como na maior parte das cidades e estados brasileiros, com poucos projetos sustentáveis, consistentes e com resultados efetivos para a população. Enquanto o Ministério da Cultura trabalha pelo ‘Plano Nacional de Cultura’, onde a União, estados e municípios, além de uma integração maior, teriam percentuais orçamentários garantidos em lei, as cidades permanecem ‘como estão’. Já se vão seis anos nesta discussão e pouca coisa saiu do papel.

Diametralmente oposta a esta realidade é a atuação do Sesc, que mantem uma programação intensa, em vários setores da cultura, de formação de novas platéias, de democratização e ampliação do acesso a bens culturais, e de contrução de equipamentos culturais que beneficiam os comerciários, bem como a sociedade em geral. Projetos como o Sonora Brasil, na área da música, e o Palco Giratório, da área das artes cênicas, levam espetáculos consistentes, de real enriquecimento simbólico à população, que não possuem apelo comercial e que seriam inviáveis sem este subsídio. Isso vem acontecendo sem alarde, sem grandes estratégias de marketing, há mais de dez anos, ininterruptamente. Dezenas de municípios de SC recebem anualmente quatro espetáculos musicais originários das mais diversas regiões brasileiras através do Sonora Brasil, vários espetáculos teatrais dentro da programação do Palco Giratório, ambos do Departamento Nacional em parceria com as regionais, e mais os circuitos catarinenses de música, teatro e outras expressões artísticas, promovidos pelo departamento regional do Sesc. Estas cidades estão fazendo parte de um processo de descentralização do acesso a bens culturais e de um intenso intercâmbio artístico que enriquece nosso país de uma maneira imensurável. E é preciso dizer que isso é, na maior parte dos municípios, a agenda principal destas localidades. Pouco, ou nada, acontece fora desta programação.

Ainda estamos no primeiro Estado, dos vinte e dois que percorrerremos nos próximos meses, mas é muito provável que esta realidade se repita em todo o país. É claro que num eventual corte de receita na casa dos 30% do "Sistema S", e logo do Sesc, as atividades artísticas seriam diretamente atingidas, deixando um vazio irreparável e muito danoso tanto para os profissionais do segmento quanto para as futuras gerações de brasileiros que não mais teriam acesso a tudo isso.

Engrosso aqui o coro dos indignados com esta idéia infeliz do Governo Federal e espero que isso não entre em processo de votação. Tenho certeza que a reação da sociedade será vigorosa em defesa das instituições do “Sistema S”, contruídas e administradas com seriedade, eficiência e transparêcia, qualidades há muito esquecidas pela maior parte das instituições públicas brasileiras.

Lages (SC)

(Leandro) Que surpresa tivemos em Lages! O Teatro Municipal Marajoara é muito bonito, tem uma boa acústica e uma capacidade de 500 lugares. Quando chegamos ao teatro, estava tudo certo, graças ao trabalho do Lota, técnico do Sesc, e sua equipe, que cuidou de todos os detalhes. Confesso que quando vi o tamanho do Teatro, pensei que não haveria lotação máxima, mas o público foi chegando, chegando e, de repente, muita gente em pé e pessoas do lado de fora, impossibilitadas de entrar devido a lotação máxima. Tinham aproximadamente 600 pessoas! Incrível o interesse das pessoas pela música de concerto, pela obra de Villa-Lobos e pela Orquestra do Estado de Mato Grosso. A divulgação foi ótima, fomos capa dos jornais locais e o trabalho do Lota de mobilização da comunidade foi perfeito. Além disso, o público de Lages já tem o hábito de frequentar concertos e espetáculos. Hoje permanecemos em Lages para um concerto na Pousada Rural do Sesc, a aproximadamente 20 km do hotel. Este concerto vai atingir o público de outros municipios da região, além das pessoas que nos assistiram ontem e disseram que voltariam!

Orquestra do Estado de Mato Grosso (Concórdia - SC)


Leandro Carvalho (Concórdia - SC)


Luciano Pontes (Concórdia - SC)


Joselito de Albuquerque Carvalho (Concórdia - SC)


Alexandre dos Santos (Concórdia - SC)


terça-feira, 13 de maio de 2008

Impressões Catarinenses

(P.Visockas) - Hj estamos em... Lages! Confesso que já tenho que ficar atento para que cidade estamos, pois, cada dia estamos em um lugar diferente.Como o Leandro disse, são lindas as estradas de Santa Catarina. Elas conseguem até parar por alguns instantes o tradicional "TRUCO" das viagens (pobres meninas da orquestra que no ônibus só ouvem falar de truco, carro e futebol. Mas como a Camila já disse, isso será muito bom para ela, pois agora ela começara a entender o futebol e sua história!). Gosto muito todas as vezes que passamos por pontes e olhamos para o maravilhoso cenário de um rio cortando a vegetação com pinheiros, araucárias e montanhas.

Ontem também estavamos enfatizando como é legal ver as casas no meio dessas montanhas, com animais (vacas, bois, etc.). Muitas vezes passamos por lugares onde a pista é mais estreita por causa da vegetação, e surge algumas casinhas (muito bonitas e pitorescas por sinal) com banquinhos em frente de casa, e não raramente vemos famílias sentadas, tomando chimarrão (calmas, ainda estamos em SC) e observando a paisagem. Muito interessante ver esses contrastes! Alguns de nós saimos de grandes capitais e esquecemos as vezes desse lado mais "campestre" da vida.Ontem em Concórdia fizemos mais um belo concerto.

Gostaria mais uma vez de agradecer ao SESC local a ótima recepção que nos proporsionaram. Os bilhetes com mensagens, os bom-bons e os desenhos das crianças foram muito especiais! Isso nos dá um conforto especial. Mostra a preocupação conosco. Se bem que isto vem sendo a tônica dessas viagens, a reciprocidade e bom recebimento que estamos tendo em todas as cidades que passamos.

Obrigado a todos! Até!

"Isto é Santa Catarina!" - Salve Carlão

João Paulo em Concórdia

Famiglia Dall'agnol (Concórdia)

Concórdia (SC)

(Leandro) A estrada de Chapecó para Concórdia é belíssima. Nesta época do ano, os pés de laranja ficam carregados e a quantidade de flores impressiona. A região é bem montanhosa e do alto tem-se uma visão ampla do oeste catarinense. Lembrava de Concórdia como uma cidade pequena, calma e charmosa. Sete anos depois, tomei um susto. O crescimento foi muito grande, carros, prédios, centro agitado e gente andando rápido. Demorei para reconhecer os lugares que havia visitado.

Fomos recebido com muito carinho pela Adriana, gerente do Sesc Concórdia, e pela Lariessa, técnica da área de cultura. Elas nos surpreenderam pelos detalhes, pela carta de boas vindas que cada músico encontrou no seu quarto do hotel, juntamente com um bom-bom e uma desenho das crianças da turma de educação artística do curso do Sesc. A partir daí, por mais simples que pareça, o sorriso predominou e já sabiamos que o concerto seria especial. O teatro de Concórdia é aconchegante e dispõe de uma boa estrutura. Está passando por reformas que vai deixá-lo ainda melhor.

O concerto que a Orquestra fez foi muito bom. Quando subimos no palco o cansaço fica para trás e a energia é total! Mesmo segunda-feira, o público nos prestigiou quase lotando o teatro. Revi alguns amigos, em especial a querida Sandra, que coordena o Memorial Attilio Fontana e é responsável por muitas coisas especiais que aconteceram (e acontecem) na cidade, e região, nos últimos anos. Depois do concerto, Zevang, eu, Sandra, Adriana, Lariessa, e outros amigos fomos ao excelente restaurante Famiglia Dall’agnol, bem em frente ao hotel, tomamos um bom vinho, conversamos bastante e saboreamos um ótimo risoto de funghi. Lá encontramos David, Carlão e Pedro. Uma noite para ser lembrada.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Chapecó (SC)



Chapecó (SC)

(Leandro) Depois de São Miguel, duas horas de estrada para chegarmos a Chapecó. Cidade de médio porte que vem crescendo vertiginosamente nos últimos anos. Um dos principais pólos indústriais de SC, a cidade sedia grandes empresas de alimentos. O concerto foi realizado no Clube Recreativo Chapecoense, uma estrutura que está prestes a ser reformada. Segundo o Guilherme, técnico do Sesc Chapecó, este seria o último concerto antes da reforma. O concerto foi um sucesso de público. Mais uma vez, em torno de 400 pessoas foram prestigiar a Orquestra do Estado de Mato Grosso. Público bonito, bem vestido, educado e extremamente caloroso. Envolveram-se com a música desde o primeiro acorde. Tocamos pela primeira vez a Ciranda das Sete Notas, onde brilhou o talento do fagotista Alexandre dos Santos.

Depois do concerto, convidamos o público para se aproximar do palco ou ir aos camarins para conversar com os músicos e com o maestro. Este é um momento sempre especial. Este contato com as pessoas é maravilhoso. Podemos saber mais sobre a cidade, sobre a realidade cultural que eles vivem e suas opiniões sobre nosso trabalho. Os comentários sobre a música de Villa-Lobos também são muito interessantes. Conversei muito com um senhor que dizia sobre a necessidade da construção de um grande centro de convenções em Chapecó e um grande teatro que pudesse receber orquestras e outros grupos artísticos com uma estrutura adequada. Ela me falou das orquestras que já existiram nesta região e o trabalho de alguns músicos da cidade neste sentido. Os músicos da Orquestra são sempre muito assediados pelo público, sempre ávido em saber mais sobre cada instrumento e sobre a formação de cada um. Hoje seguimos para Concórdia. Estou ansioso pois toquei no teatro da cidade, a convite da Sadia, há muitos anos e minhas lembranças são especiais. Vou rever amigos e visitar mais uma vez o Memorial Attilio Fontana. Foi lá que nasceu uma das maiores empresas brasileiras, a Sadia. A cidade é muito charmosa e tenho certeza que o concerto será especial.

São Miguel do Oeste (SC)

(Leandro) Chegamos ao extremo oeste de Santa Catarina na cidade de São Miguel do Oeste, a 60 km da fronteira com a Argentina. Cidade pequena, bem organizada e próspera. Vê-se claramente os sinais de riqueza pela imponência das casas, os ‘carrões’ e a organização do município. O Sesc atua em São Miguel há pouco mais de 6 meses e projetos como o Sonora Brasil contribuem enormemente para a formação de novas platéias. As pessoas estão começando a ter o hábito de frequentar concertos e outros tipos de apresentações artísticas.

O concerto foi realizado no auditório do Colégio São José. Tivemos um bom público, tendo em vista esta realidade, que se surpreendeu com o que viu. A música de Villa-Lobos não é ‘fácil’ mas, quando o público está com o coração aberto, se emociona e se identifica com ela. É preciso levá-la para todos. Democratizá-la e, quem sabe, até mesmo massificá-la! Imaginem só, massificar a música de Villa-Lobos. Teríamos um país diferente.

São Miguel do Oeste (SC)