sábado, 24 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Curitiba (PR)
Estreamos no Paraná com o pé direito. O concerto ontem em Curitiba foi excepcional. O teatro da Faculdade é impressionante, assim como toda a estrutura do colégio e universidade. Eles o chamam de ‘pequeno’ teatro (700 lugares) por que contam ainda com um teatro de mais de 2.500 lugares! A parceria do Sesc Centro, através do Jeferson e sua equipe, com o grupo Positivo somou forças e transformou o concerto em um grande evento. O teatro estava praticamente lotado. Fomos aplaudidos em pé por um público caloroso e entusiasmado. Obrigado Curitiba! Obrigado Sesc Curitiba, Jeferson e sua equipe e ao Grupo Positivo pelo profissionalismo e parceria. Hoje seguimos para Paranaguá.
Rio de Janeiro (Concerto)
(Leandro) O concerto no Rio de Janeiro foi ótimo. Fomos honrados com a presença do Dr. Álvaro Salmito e de toda sua equipe. O teatro foi o mesmo em que realizamos o concerto didático para os alunos da ESEM, logo no inicio da turnê, que dispõe de uma ótima estrutura e uma acústica muito boa. O cenário criado para o concerto foi também especial com uma bela imagem de Villa-Lobos. Logo mais postaremos algumas fotos deste concerto. As palavras elogiosas do Dr. Álvaro para toda a Orquestra deram um novo fôlego para enfrentarmos a longa viagem que temos pela frente. Da nossa parte, desejamos longa vida ao Sonora Brasil e parabéns ao Sesc Nacional e todos os deptos regionais pelo serviço que prestam diariamente ao Brasil através de suas ações. Acreditamos que é por aí que o Brasil vai mudar e se desenvolver, principalmente na área da educação.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Concertos em : Floripa, Rio de Janeiro e Curitiba
Este foram três concertos maravilhosos, em Floripa tudo somava ao nosso favor para que o concerto fosse um sucesso, o público super intessado, a estrutura da cidade, as belezas da cidade.. etc.. estes pontos so puderam culminar em um concerto de ótimo nivel, no Rio tambem fizemos um exelente concerto para uma pequena platéia mas muito exigente e seletiva, ao final do concerto percebemos a satisfação do publico em ouvir a OEMT, em Curitiba tambem fizemos um ótimo concerto, uma platéia aparentemente fria mas que nos deixou uma impressão maravilhosa pelo calor oferecido à OEMT ao final do Concerto. Sem falar na grande estrutura do Sesc em Curitiba, uma organização para ninguem citar defeitos, realmente foi uma recepção super calorosa a que tivemos em Crtb.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Florianópolis (SC)
(Leandro) Mais de 400 pessoas lotaram ontem o Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis, para assistir a Orquestra do Estado de Mato Grosso. Um dos mais tradicionais e importantes teatros no Brasil, o TAC foi construído no século XIX e é palco das principais atrações artísticas da capital catarinense. O concerto foi especial. O desempenho da Orquestra foi extraordinário e o público reagiu com entusiasmo. Depois de percorrer 17 cidades do Estado de Santa Catarina, se tornaram frequentes comentários como “nunca imaginei que Mato Grosso tivesse uma Orquestra deste nível” ou “sempre ouvi falar de Mato Grosso em temas relacionados ao meio ambiente e à produção agropecuária”. Ontem, além destes comentários, ouvimos elogios que nos encheram de alegria. O público nos surpreendeu, após o concerto, com comentários relacionados à sonoridade especial de nossa Orquestra e a sua expressão artística. Realmente, ontem, apesar do cansaço, todos ‘demos o sangue’ e oferecemos um concerto à altura da grandeza e importância do Estado de Mato Grosso e da obra de Heitor Villa-Lobos.
sábado, 17 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Concerto em Gravatal
Voces devem estar surpresos com o título desta postagem.. pois segundo a programação e segundo o nosso diário de bordo nosso concerto seria realizado em Tubarão, mas acabamos nos apresentando no Centro de Convenções do Hotel Internacional na cidade de Gravatal; estávamos anciosos quanto a quantidade de público, pois o deslocamento de Tubarão para Gravatal não é tão prático, possivelmente percorremos no mínimo 30 Km do hotel em Tubarão para o local do concerto em Gravatal, então acreditávamos que teríamos um público pequeno, mas tivemos uma grata surpresa, o salão onde tocamos estava completamente cheio, e o público que lá esteve realmente queria ouvir a música do V. Lobos, pois demonstraram muita atenção e sensibilidade ao apreciarem a música apresentada pela OEMT, ao final do concerto quando já praticamente tinhamos saído do palco o público se levantou e começou novamente nos aplaudir, nos obrigando a voltar ao palco e executar com maestria o Prelúdio da Bachiana número 04, ao final deste Prelúdio aqui citado eu pude perceber pessoas emocionadas e completamente envolvidas pela bela música do Prelúdio. Ao final do concerto antes de percorremos mais os 30 Km de volta para o hotel em Tubarão, ficamos admirando a estrutura do hotel e imaginando o quanto teria sido bom para nosso estado físco e de espírito se tivessemos ficado hospedados naquele hotel.
LUCIANO PONTES
-SPALLA/Orquestra do Estado de Mato Grosso-
LUCIANO PONTES
-SPALLA/Orquestra do Estado de Mato Grosso-
Criciúma (SC)
(Leandro) Bom concerto, público caloroso, tudo certo. Conheci o Toni Siqueira e sua esposa, Helena, integrantes da Associação Coral de Criciúma, um grupo que existe há 43 anos. Eles realizam o Festival Internacional de Corais de Criciúma que, em 2008, vai para sua décima sexta edição. Eles tem o apoio do Governo do Estado, da Prefeitura e de várias empresas privadas. A programação é variada e inclui corais de vários estados brasileiros e de outros países. Segundo eles, o movimento coral na cidade é forte, ao contrário da música de concerto. Poucas opções e nenhuma orquestra profissional em atividade regular na região. Amanhã seguimos para Laguna (SC).
Serra (Deivide)



Yesterday was a tuffy. Not a lot to be said in terms of tiredness but in terms of scenery it was a special one! I really enjoyed our brief time in Lages, 2 days are a valuable asset to your sanity when living out of a suitcase. Our arrival in Tuberao was not the best thought out in logistical terms and the road back to Gravizal was a tough one o swallow but we made it and the public were extremely receptive even when the tired stares of the musicians were refelected in our music making. I was epecially impressed with Alexandre who mangaged to pull it out of the bag and play his ciranda flawlessly.
The most impressive part of the day was the descent of the "Rio do Rastro" which along side the "road of death" in Bolivia has to be one of the most nail biting 30 minutes of road anywhere in the world. Reversing a bus around steep corners was a real challenge even for our experienced bus driver. I decided that the upward journey looked more dangerous than our downhill journey though and thank god we weren't in a lorry! Anyway, I'm a little better rested today, the cold is on its way out and the throat lozenges worked a treat. Onwards and upwards as they say.
Tubarão - Gravatal (SC)
(Leandro) Vivemos ontem o dia mais cansativo de toda a viagem (até o momento). Saímos às nove da manhã de Lages e, após mais de sete horas de viagem, enfrentando uma serra perigosissima em que o ônibus teve que manobrar várias vezes para conseguir fazer as curvas, a beira de um penhasco, chegamos exaustos em Tubarão. Depois dessa odisséia, e pouco mais de uma hora para fazer o check-in no Art Hotel e tomar banho, voltamos todos para o ônibus para mais 40 minutos de estrada até o município de Gravatal, onde, na realidade, seria realizado o concerto. Foi difícil encontrar o lugar, perguntávamos nas ruas e as informações eram desencontradas. Tomamos várias vias erradas até encontrar o Centro de Convenções do Hotel Internacional, local onde seria realizado o concerto. Chegamos em cima da hora. Numa situação onde parecia impossível termos público, nos surpreendemos não só pela quantidade de pessoas, mas também pela atenção e energia dos que estavam ali realmente para ouvir música. Além das pessoas que estavam hospedadas no Hotel, muita gente se locomoveu de Tubarão até este Centro de Eventos em Gravatal para assitir o concerto. Isso revigorou o ânimo e fizemos até um duplo bis.
Viagem pela Serra do Rio do Rastro
Jorge Moura postando...
Esta viagem foi até agora a mais interessante, longa (7 horas) e um tanto assustadora. A serra é muito íngreme e as curvas muito fechadas, algumas de mais de 180 graus onde o ônibus tinha que parar e fazer altas manobra para podermos continuar viagem até Tubarão/SC. Antes de descer a Serra paramos em uma churrascaria onde tinha uma cachoeira linda e logo no início da Serra paramos em um mirante onde tivemos uma bela (horripilante)vista do que iríamos enfrentar e fizemos algum contato com um grupo de quatis esfomeados que vinham cheirar a câmera procurando comida.
Vegetação SC
Jorge Moura postando...
A vegetação em Santa Catarina já é uma beleza por si só, gosto muito de ver estes pinheiros, araucárias acho tudo lindo.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Bom Jardim da Serra (SC)
Uma churrascaria fantástica! Uma paisagem estonteante! E na foto aparecem quase todos (menos eu, atrás da câmera :-) (por Zevang)

Lages (SC)
Fizemos hoje um concerto num lugar especial, a bela Pousada Rural do Sesc SC. Atingimos as pessoas que moram na região, em cidades próximas a Lages e nas pequenas comunidades rurais vizinhas ao local. Muita gente nunca tinha visto uma orquestra. Depois do concerto fomos muito assediados por pessoas carinhosas que queriam saber mais sobre a Orquestra, os instrumentos musicais e o dia-a-dia dos músicos. Pena que não ficamos hospedados nas acomodações da Pousada. Seria uma boa oportunidade para descansarmos de uma rotina bastante exaustiva de viagens e concertos diários.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Correndo por Lages (Jorge Moura)
Jorge Moura Postando...
Estamos em Lages e após vários cafés da manhã, almoços, jantas e gramas (kilos?) a mais, aproveitei a manhã para correr um pouco e conhecer um pouco do centro desta cidade e tirei algumas fotos interessantes como a da catedral de Lages, um lago legal com pedalinho e tudo onde algumas pessoas também aproveitavam a manhã para caminhar e um memorial que lembra um certo museu...não é lá que está o segredo do Código Da Vinci? hehe. Termino a caminhada passando pela estatua de Antônio Correa Fundador de Lages. Gostei desta cidade, a corrida valeu mas o ar estava tão frio que terminei com a sensação de que queimava quando eu puxava o ar (um exagerozinho de músico cuiabano sedentário).
Estamos em Lages e após vários cafés da manhã, almoços, jantas e gramas (kilos?) a mais, aproveitei a manhã para correr um pouco e conhecer um pouco do centro desta cidade e tirei algumas fotos interessantes como a da catedral de Lages, um lago legal com pedalinho e tudo onde algumas pessoas também aproveitavam a manhã para caminhar e um memorial que lembra um certo museu...não é lá que está o segredo do Código Da Vinci? hehe. Termino a caminhada passando pela estatua de Antônio Correa Fundador de Lages. Gostei desta cidade, a corrida valeu mas o ar estava tão frio que terminei com a sensação de que queimava quando eu puxava o ar (um exagerozinho de músico cuiabano sedentário).
(Camila) Ainda venho enfatizar para a leitura da postagem anterior, reflexão do nosso Maestro, Leandro Carvalho sobre o apoio e conscientização da cultura no nosso país.
Nas fotos anteriores, Caduzão e Caduzinho, o time do truco, Zevang e Fernando, e na última foto, nosso Maestro, Leandro Carvalho acompanhado pelo cello do David.
Saudações a todos, e até nosso próximo destino, Tubarão! :)
Nas fotos anteriores, Caduzão e Caduzinho, o time do truco, Zevang e Fernando, e na última foto, nosso Maestro, Leandro Carvalho acompanhado pelo cello do David.
Saudações a todos, e até nosso próximo destino, Tubarão! :)
Viagem de ônibus de Concórdia para Lages
(Camila, também abaixo) Aqui são alguns dos passatempos e momentos da nossa tripulação de trajetos entre uma cidade para outra. O repertório explorado é sempre o mesmo, com direito a variações e improvisações, Truuuco!! O contexto pode variar entre carros, futebol, música, uma boa soneca, um bom livro, um proveitoso estudo, um papo cult (as vezes nem tanto). Momento zen, nem sempre tem!!! Sim, sempre com direito a uma belíssima paisagem que confortando os olhos, de Santa Catarina a gente nunca esquece!!! :)
Fundep e o “Sistema S”
(Leandro Carvalho) Abro aqui um espaço para uma breve reflexão sobre o projeto de lei que o Governo Federal prepara, prevendo a diminuição em mais 30% dos recursos recebidos pelo “Sistema S” [Serviço Nacional da Indústria (Senai), Serviço Nacional do Comércio (Senac), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem em Transportes (Senat), Serviço Social de Transportes (Sest), Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (Sebrae) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop)] em benefício do Fundo de Educação Profissional (Fundep), um fundo a ser criado para incrementar o ensino técnico no país utilizando recursos, estrutura e experiência deste “Sistema”. Este fundo estaria sob o controle de um Conselho presidido pelo Ministro da Educação.
Diante desta noticia, a sociedade tem reagido em pequena escala, mas com grande indignação. Sabemos que o ensino técnico abre perspectivas profissionais para muitos jovens. Nada contra sua incrementação. O que realmente incomoda é a atitude ‘intervencionista’, como muitos a tem chamado, de algumas pessoas do Governo Federal em uma das poucas instituições que ‘funcionam’ no Brasil
Vou me ater às atividades desenvolvidas pelo Sesc na área da cultura, após percorrer 13 municípios do Estado de SC, juntamente com a Orquestra do Estado de Mato Grosso, dentro da programação do projeto Sonora Brasil, e ter recolhido uma impressão geral sobre a área cultural no Estado. As cidades que apresentamos concertos são pólos regionais, algumas delas com grande desenvolvimento industrial e humano. Verificando a realidade de cada uma delas, in loco, e ouvindo relatos de gestores da área cultural, pública e privada, da comunidade e dos artistas em atuação local, pode-se chegar a algumas conclusões não surpreendentes.
A primeira delas é que as secretarias municipais de cultura e/ou fundações de cultura tem uma atuação limitada em função do pouco orçamento da pasta, da falta de prestígio político do setor ou mesmo de gestores que se valem do cargo como trampolim político para um cargo da câmara de vereadores. A falta de uma ‘política pública’ para a área cultural é clara, como na maior parte das cidades e estados brasileiros, com poucos projetos sustentáveis, consistentes e com resultados efetivos para a população. Enquanto o Ministério da Cultura trabalha pelo ‘Plano Nacional de Cultura’, onde a União, estados e municípios, além de uma integração maior, teriam percentuais orçamentários garantidos em lei, as cidades permanecem ‘como estão’. Já se vão seis anos nesta discussão e pouca coisa saiu do papel.
Diametralmente oposta a esta realidade é a atuação do Sesc, que mantem uma programação intensa, em vários setores da cultura, de formação de novas platéias, de democratização e ampliação do acesso a bens culturais, e de contrução de equipamentos culturais que beneficiam os comerciários, bem como a sociedade em geral. Projetos como o Sonora Brasil, na área da música, e o Palco Giratório, da área das artes cênicas, levam espetáculos consistentes, de real enriquecimento simbólico à população, que não possuem apelo comercial e que seriam inviáveis sem este subsídio. Isso vem acontecendo sem alarde, sem grandes estratégias de marketing, há mais de dez anos, ininterruptamente. Dezenas de municípios de SC recebem anualmente quatro espetáculos musicais originários das mais diversas regiões brasileiras através do Sonora Brasil, vários espetáculos teatrais dentro da programação do Palco Giratório, ambos do Departamento Nacional em parceria com as regionais, e mais os circuitos catarinenses de música, teatro e outras expressões artísticas, promovidos pelo departamento regional do Sesc. Estas cidades estão fazendo parte de um processo de descentralização do acesso a bens culturais e de um intenso intercâmbio artístico que enriquece nosso país de uma maneira imensurável. E é preciso dizer que isso é, na maior parte dos municípios, a agenda principal destas localidades. Pouco, ou nada, acontece fora desta programação.
Ainda estamos no primeiro Estado, dos vinte e dois que percorrerremos nos próximos meses, mas é muito provável que esta realidade se repita em todo o país. É claro que num eventual corte de receita na casa dos 30% do "Sistema S", e logo do Sesc, as atividades artísticas seriam diretamente atingidas, deixando um vazio irreparável e muito danoso tanto para os profissionais do segmento quanto para as futuras gerações de brasileiros que não mais teriam acesso a tudo isso.
Engrosso aqui o coro dos indignados com esta idéia infeliz do Governo Federal e espero que isso não entre em processo de votação. Tenho certeza que a reação da sociedade será vigorosa em defesa das instituições do “Sistema S”, contruídas e administradas com seriedade, eficiência e transparêcia, qualidades há muito esquecidas pela maior parte das instituições públicas brasileiras.
Diante desta noticia, a sociedade tem reagido em pequena escala, mas com grande indignação. Sabemos que o ensino técnico abre perspectivas profissionais para muitos jovens. Nada contra sua incrementação. O que realmente incomoda é a atitude ‘intervencionista’, como muitos a tem chamado, de algumas pessoas do Governo Federal em uma das poucas instituições que ‘funcionam’ no Brasil
Vou me ater às atividades desenvolvidas pelo Sesc na área da cultura, após percorrer 13 municípios do Estado de SC, juntamente com a Orquestra do Estado de Mato Grosso, dentro da programação do projeto Sonora Brasil, e ter recolhido uma impressão geral sobre a área cultural no Estado. As cidades que apresentamos concertos são pólos regionais, algumas delas com grande desenvolvimento industrial e humano. Verificando a realidade de cada uma delas, in loco, e ouvindo relatos de gestores da área cultural, pública e privada, da comunidade e dos artistas em atuação local, pode-se chegar a algumas conclusões não surpreendentes.
A primeira delas é que as secretarias municipais de cultura e/ou fundações de cultura tem uma atuação limitada em função do pouco orçamento da pasta, da falta de prestígio político do setor ou mesmo de gestores que se valem do cargo como trampolim político para um cargo da câmara de vereadores. A falta de uma ‘política pública’ para a área cultural é clara, como na maior parte das cidades e estados brasileiros, com poucos projetos sustentáveis, consistentes e com resultados efetivos para a população. Enquanto o Ministério da Cultura trabalha pelo ‘Plano Nacional de Cultura’, onde a União, estados e municípios, além de uma integração maior, teriam percentuais orçamentários garantidos em lei, as cidades permanecem ‘como estão’. Já se vão seis anos nesta discussão e pouca coisa saiu do papel.
Diametralmente oposta a esta realidade é a atuação do Sesc, que mantem uma programação intensa, em vários setores da cultura, de formação de novas platéias, de democratização e ampliação do acesso a bens culturais, e de contrução de equipamentos culturais que beneficiam os comerciários, bem como a sociedade em geral. Projetos como o Sonora Brasil, na área da música, e o Palco Giratório, da área das artes cênicas, levam espetáculos consistentes, de real enriquecimento simbólico à população, que não possuem apelo comercial e que seriam inviáveis sem este subsídio. Isso vem acontecendo sem alarde, sem grandes estratégias de marketing, há mais de dez anos, ininterruptamente. Dezenas de municípios de SC recebem anualmente quatro espetáculos musicais originários das mais diversas regiões brasileiras através do Sonora Brasil, vários espetáculos teatrais dentro da programação do Palco Giratório, ambos do Departamento Nacional em parceria com as regionais, e mais os circuitos catarinenses de música, teatro e outras expressões artísticas, promovidos pelo departamento regional do Sesc. Estas cidades estão fazendo parte de um processo de descentralização do acesso a bens culturais e de um intenso intercâmbio artístico que enriquece nosso país de uma maneira imensurável. E é preciso dizer que isso é, na maior parte dos municípios, a agenda principal destas localidades. Pouco, ou nada, acontece fora desta programação.
Ainda estamos no primeiro Estado, dos vinte e dois que percorrerremos nos próximos meses, mas é muito provável que esta realidade se repita em todo o país. É claro que num eventual corte de receita na casa dos 30% do "Sistema S", e logo do Sesc, as atividades artísticas seriam diretamente atingidas, deixando um vazio irreparável e muito danoso tanto para os profissionais do segmento quanto para as futuras gerações de brasileiros que não mais teriam acesso a tudo isso.
Engrosso aqui o coro dos indignados com esta idéia infeliz do Governo Federal e espero que isso não entre em processo de votação. Tenho certeza que a reação da sociedade será vigorosa em defesa das instituições do “Sistema S”, contruídas e administradas com seriedade, eficiência e transparêcia, qualidades há muito esquecidas pela maior parte das instituições públicas brasileiras.
Lages (SC)
(Leandro) Que surpresa tivemos em Lages! O Teatro Municipal Marajoara é muito bonito, tem uma boa acústica e uma capacidade de 500 lugares. Quando chegamos ao teatro, estava tudo certo, graças ao trabalho do Lota, técnico do Sesc, e sua equipe, que cuidou de todos os detalhes. Confesso que quando vi o tamanho do Teatro, pensei que não haveria lotação máxima, mas o público foi chegando, chegando e, de repente, muita gente em pé e pessoas do lado de fora, impossibilitadas de entrar devido a lotação máxima. Tinham aproximadamente 600 pessoas! Incrível o interesse das pessoas pela música de concerto, pela obra de Villa-Lobos e pela Orquestra do Estado de Mato Grosso. A divulgação foi ótima, fomos capa dos jornais locais e o trabalho do Lota de mobilização da comunidade foi perfeito. Além disso, o público de Lages já tem o hábito de frequentar concertos e espetáculos. Hoje permanecemos em Lages para um concerto na Pousada Rural do Sesc, a aproximadamente 20 km do hotel. Este concerto vai atingir o público de outros municipios da região, além das pessoas que nos assistiram ontem e disseram que voltariam!
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