domingo, 1 de junho de 2008

Concerto de piano no aeroporto







Jorge Postando...
A orquestra enfrenta mais uma viagem cansativa na turnê Sonora Brasil, rumo a Porto Alegre com uma escala em Curitiba que acabou alargando-se com uma viagem de ônibus que não estava planejada para Londrina e três horas de espera no aeroporto de Curitiba. Mas a OEMT sempre acha uma momento para descontração e inspiração para a música em meio ao cansaço e sono e o nosso violinista João Paulo ainda encarou dar uma "palinha" de seus dotes ao piano para o deleite dos curitibanos e turistas que tomavam café no aeroporto hehe.

Porto Alegre






(Camila) Salve Porto Alegre! Cidade linda, de palmeiras rasgando o ceú em fileiras, verde vivo, azul intenso! Uma noite incrível no aniversário do nosso querido Luciano! Muita fartura, companhia família, show de ventos deslumbrantes, cantoria gaúcha, risadas a solta, tradicionalíssimo Chimarrão! Bah! Dessa Terra, Boa Demais!

Rio Grande do Sul

(Leandro) Saímos às 5 da manhã do Hotel para pegar um vôo de Maringá (PR) para Porto Alegre (RS). Com frio e neblina, o aeroporto fechou. Pegamos um ônibus da empresa aérea (GOL) para Londrina para então pegarmos um avião para Curitiba. Chegando lá (em Curitiba), mais 3 horas de espera para finalmente pegarmos o vôo para Porto Alegre. Chegamos no Hotel (em Porto Alegre) depois das 15:00 .... A boa notícia é que depois de muitos e muitos dias fazendo concerto diários em cidades longínquas, teremos um dia ‘livre’ na cidade. Iremos comemorar o aniversário do nosso spalla Professor Luciano Pontes com um bom churrasco gaúcho! “Quem quiser saber quem sou, olha para o céu azul, e grita junto comigo, viva o Rio Grande do Sul”! Salve Teixeirinha!

Maringá (PR)

(Leandro) Sábado frio e chuvoso em Maringá. Jogo da seleção brasileira de futebol e último capítulo da novela das 8 (último mesmo, pois não era reprise de sexta). Estávamos preocupados, apesar da boa divulgação e da matéria de página inteira no jornal “O Diário do Norte do Paraná”, principal da região. Chegamos no teatro em cima da hora e se não fossem as ‘cortinas’ que protegiam o palco, mal teríamos tempo para nos acomodar, montar instrumentos e praticáveis e verificar a acústica do local. Uma hora antes do início do concerto, já chegavam as primeiras das mais de 500 pessoas que foram prestigiar a Orquestra do Estado de Mato Grosso no Teatro Marista, em Maringá. A produção do Sesc Maringá, comandada pela Elenice, foi muito boa, deixando tudo certo para nossa chegada no teatro. Os técnicos do teatro também foram muito atenciosos e gentis na montagem dos equipamentos e a iluminação já estava pronta quando chegamos (pessoal com experiência no assunto). O público foi muito sincero, transmitindo uma energia única. Pareciam que estavam lendo nossos pensamentos .... Abrimos com a Bachianas 4 e a resposta foi imediata. A música de Villa-Lobos é forte e emociona mesmo. A partir daí, as coisas fluíram muito bem. Obrigado a todos pela ótima experiência na cidade.

Maringá (PR) Teatro Marista






Maestro Leandro Carvalho conversa com a platéia em Maringá (PR)


Foz ...Cataratas ...Eletrônicos ...e o que é mais importante !!!

(Carlos Gomes) Foz do Iguaçu é uma das cidades mais importantes do estado do Paraná, região de tríplice fronteira e conhecida pelas belas cataratas , é ponto turístico visitado por muitos brasileiros e por pessoas de várias partes do mundo . Eu sempre quis conhecer a cidade , sonhava com a beleza das cataratas , com a magia de um lugar que fazia fronteira com dois países ... e logo que cheguei, percebi que estava num lugar diferente ... estrangeiros ,como americanos , ingleses ( sem contar o David) passeavam pelo hall do hotel , ofertas de passeios turísticos , taxistas oferecendo serviços a preços exorbitantes ... tudo nos apontava para uma verdadeira cidade turística ... de vida cultural intensa ... até ai , apenas sabia que tocaríamos no teatro do Sesc ... teatro do Sesc Foz do Iguaçu , imaginem ... uma das mais importantes cidades paranaenses ... para minha surpresa ao chegar a sede do Sesc me deparei com o auditório ... ou melhor, com o pátio onde tocaríamos , local improvisado , com lonas nas laterais , cadeiras de plástico , sem nenhuma acústica ,um improviso total ... segundo consta, o verdadeiro auditório é muito pequeno e não apresentava nenhuma condição de abrigar um concerto sinfônico. Os camarins eram ,ou melhor, a única sala usada como camarim ficava entre o pátio(sala de concerto) e os guichês do Sesc , onde as pessoas passavam fazendo carteirinha , retirando folhetos informativos , ou simplesmente descansavam despretensiosas. O concerto , nesse clima de informalidade, decorreu muito bem ; a proximidade do público deixou os músicos muito a vontade e, proporcionou um ambiente leve , quase que um concerto em família.Como é de costume, após o concerto, as pessoas foram convidadas a se aproximarem dos músicos e, saber um pouco mais sobre os instrumentos , tirarem suas dúvidas , sacarem fotos etc... numa dessas conversas informais , comentei com um amante da música , curitibano , residente em Foz do Iguaçu há mais de 10 anos , sobre a precariedade do local em que havíamos tocado ... ele me comentou que a cidade vivia na "sombra" dos eletrônicos da Ciudad del Este , nas vantagens do comércio daquela cidade e, que era uma maravilha estarmos lá , porque cultura era algo escasso na cidade. Fiquei pensando comigo sobre o que era o mais importante ... certa vez li sobre uma frase de Carlos Drummond de Andrade de que "as únicas coisas que valiam a pena na vida eram as artes plásticas, a música e a literatura " ... incluiria ai o cinema e outras "cositas más " ...mas realmente , uma cidade tão importante como Foz do Iguaçu , polo turístico , patrimônio da humanidade , merece uma atenção maior dos governantes ... imaginem a cidade com uma grande sala de concertos ,digna de sua beleza , de suas cataratas , de sua tríplice fronteira (na consequente integração que esta representa com o Paraguai e Argentina) ,sendo roteiro certo das tournées das grande orquestras brasileiras . Isso realmente seria orgulho para a sua população e, seria mais importante, do que simplesmente viver à margem dos eletrônicos do outro lado da Ponte da Amizade .
rascunho
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sábado, 31 de maio de 2008

Отговор! Feedback... ou impressões e devaneios!


(Fernando) Passados pouco mais de um mês em turnê, resolvi fazer o meu feedback (ou payback para outros), a cerca dos fatos que nos rodearam todo este tempo viajando pelo país.

Resumindo toda a experiência que juntei até o momento, diria que de um lado, venho conhecendo um pouco mais sobre cada pessoa com quem trabalho todos os dias, do outro, venho conhecendo de uma maneira muito especial cada lugar e cultura das regiões pelas quais passamos.

Viajar com um grupo grande sempre traz alguns infortúnios, mas a gente aprende com o tempo que sempre podemos tornar os fatos a nosso favor, e transformá-los em experiências para o auto aprendizado!

Até agora, diria que entre meus colegas de trabalho alguns realmente marcarão minha vida de alguma forma! Primeiro o próprio maestro Leandro, que apesar de jovem, é o cara mais visionário com quem pude ter contato até o momento, não é puxa saquismo, mas para mim, se depender dele, nossa orquestra vai looooooonge! O segundo, eu citaria o nosso flautista “zevang”. O cara tem uma cultura geral admirável (bobo de quem não sabe aproveitar disto!). Tem também o João, talvez a pessoa com quem mais me identifico profissionalmente. O cara é super de boa, sempre na dele, mas que no final, entende paca do que faz (como diria Nietzsche “quem tiver ouvidos que ouça”)! A Alice, super introspectiva e amiga, a camilinha, a violista com o timbre mais encantador que conheço, o caduzinho, fuma pra caraca, mas fora isto, e o fato de sempre acordar de mal humor, esta sempre de boa! O pedrão, é o cara mais bem humorado que conheço (imita o Silvio Santos que é uma beleza!), O Ricardo, oboista pentelho paca, o carlão, o que dá os foras mais divertidos (ele literalmente acaba com a pessoa... hahahaha.), o Jorge, o meu eficiente e competente companheiro de estante, além do David, o inglês mais brasileiro que já conheci!

Como sempre dizia minha professora: “o maior dos talentos é o caráter”, e para mim, são estas as pessoas que mais demonstraram esta rara qualidade, e se tornaram, em meu ponto de vista, muito mais do que meros profissionais, mas grandes humanistas, que realizam com grande paixão o ofício das artes, não como um mero capricho, mas com uma responsabilidade social espantosa!

Companheiros a parte, no plano da viagem em si, me considero uma das pessoas de muita sorte, e poder estar participando deste projeto maravilhoso que é o“Sonora Brasil!

Plantei durante anos o desejo enorme de digerir toda a tradição clássica européia, e por ironia (ou não?), depois de viver cinco anos no leste europeu, em um universo completamente diverso à nossa cultura, numa língua estranha, numa visão de mundo estranha, e acima de tudo, numa maneira de enxergar a arte completamente diversa à nossa, percebi que, no final, conhecia muito mais a arte estrangeira do que a nossa própria arte – conhecia muito mais a cultura européia do que a nossa própria cultura. É certo que colhi os frutos de todos os esforços despedidos no passado, não estou “cuspindo no prato que comi”, mas para mim, o “Sonora Brasil” não é apenas uma oportunidade de mostrar o nosso trabalho em torno da obra de Villa-Lobos, mas em especial, de completar a lacuna que me faltava para conhecer realmente a rica e heterogenia “brasiliandade”.

Passados por quase todo o interior de Santa Catarina, e grande parte do Paraná, venho descobrindo a cada dia um Brasil muito diferente do qual tinha idéia. Não só na paisagem natural, nas belíssimas matas de Araucárias, como também na organização social de cada pequena e grande cidade destes dois estados.

Confesso que apesar de acostumado ao inverno do leste europeu (que às vezes beirava os -15º) passei um bocado com o frio do interior de Santa Catarina e do Paraná. Nunca imaginei que fosse algum dia usar o aquecimento nos quartos dos hotéis aqui no Brasil!

Nas pessoas, o que mais me surpreendeu mesmo foi o carisma, o interesse, e a cordialidade do público em cada concerto. Lotaram as salas em 95% das apresentações, e participaram, em cada uma delas, com muito entusiasmo.

Para mim foi muito gratificante esta participação ativa do e me fez repensar certos pontos que assolavam a minha memória até então!

Certa vez, ainda quando estudava fora, vi uma notícia que correra sobre o Brasil na Europa, e que me deixou um pouco chateado. O artigo discorria sobre um fato que ocorreu num concurso internacional em São Paulo, e nele a imprensa criticava veementemente a cultura brasileira na música de concerto, finalizando com uma chocante frase que em sua essência afirmava que o Brasil é apenas uma potência na MPB. Hoje, após toda a experiência do“Sonora” em Santa Catarina e no Paraná, poderia dizer que o insucesso da música de concerto no Brasil não é uma falha cultural do povo, mas um desleixo político! O público é sedento de novas produções, o que falta é um direcionamento mais objetivo do fato!

Enfim, espero que para o resto da turnê, para os dois meses que ainda nos restam pela frente, e ainda mais a longo prazo, para as gerações seguintes, o “Sonora Brasil” venha mudar o ponto de vista do público a cerca da música, assim como a nossa, músicos e artistas, a cerca da cultura brasileira em geral.

Abraço a todos

(PS: vou deixar uma frasezinha para os meus amigos búlgaros que também estão acompanhando o blog – ou melhor, tentando acompanhar! Eles não entendem nada de português, então só ficam olhando as fotos mesmo! hahahaha

Хайде мацка, реших да ти направя кумплимент и да пиша на булгарский!! Всичко добро за теб, надиавам се че ще се видим скоро! целувки)

Curitiba (PR)

Ai estão duas fotos do primeiro concerto do roteiro paranaense, realizado no teatro do Grupo Positivo, em Curitiba. Antes tarde, do que ..... O sucesso deste concerto foi muito importante para a Orquestra 'adentrar' o Paraná com o ânimo 'lá em cima'!



Um teatro em cada município brasileiro!

(Leandro) Os últimos dois concertos, em Campo Mourão e Paranavaí, foram realmente especiais. Teatros lotados, público receptivo, entusiasmado e perfeita organização por parte das unidades locais do Sesc. Desta forma, a Orquestra ‘rende’ muito e pode oferecer para o público um concerto de alto nível técnico e artístico.

Fiquei impressionado com a iniciativa da Prefeitura de Paranavaí. Há quatro anos, construíram um teatro belíssimo numa das principais praças do centro da cidade. Utilizaram recursos próprios e tiveram apoio do Governo do Estado do PR e de alguns parlamentares, através de emendas individuais. Como eu gostaria que os prefeitos de todo o Brasil percebem os enormes benefícios que um bom teatro traz para a cidade! Paranavaí é a prova de que é possível. O município não precisa ser grande (a cidade tem 80 mil habitantes), nem ter uma enorme arredação tributária. Basta visão, grandeza de caráter e espírito público. O teatro acaba virando uma estrutura ‘multiuso’, com biblioteca e áreas de convivência. É um investimento em educação e desenvolvimento humano. Depois de pronto, este equipamento pode ser administrado de diversas formas. De acordo com a competência de cada gestor, pode-se criar uma estrutura auto-sustentável, dinâmica, que agregue valor e busque parcerias, como no caso de Paranavaí e Campo Mourão, onde a parceria entre poder público e Sesc viabiliza muitos espetáculos e outras iniciativas que enriquece a vida da população.

Podemos seguir este exemplo em Mato Grosso e construir centros culturais, com teatros de 500 lugares, biblioteca, área central para exposições de artes plásticas e área de lazer, através de parcerias entre Governo do Estado, prefeituras, mecanismos de incentivo fiscal (como a Lei Rouanet), investimento direto de empresas privadas com áreas de negócio no local e uma colaboração extra dos parlamentares mato-grossenses através de emendas individuais ou de bancada. Poderíamos desenvolver um único projeto que incluísse a contrução de dez centros culturais em dez pólos regionais, visando o ‘barateamento’ da compra de materiais. Há alguns anos, cheguei a desenvolver este projeto, prevendo inclusive a criação de ‘consórcios’ administrativos que envolvessem gestores dos municípios que seriam beneficiados pela construção de cada centro cultural. Os estudos preliminares mostraram que o custo-beneficio é extraordinário e que está, de fato, ao alcance da realidade da arredação dos municípios mais desenvolvidos de Mato Grosso. Infelizmente, por motivos que não cabe comentar aqui, o projeto ficou para trás. Eu mesmo ‘deixei pra lá’. Fiz isso quando ainda tinha algumas ‘ilusões’ com relação à administração pública. No entanto, a visita a Paranavaí e Campo Mourão reacenderam este sonho e posso ver que Mato Grosso seria muito beneficiado se um projeto desta natureza fosse executado. Quem sabe? As eleições municipais estão aí. Vamos atentar para as propostas dos candidatos com relação à educação e cultura.

Paranavaí (PR) Teatro Municipal





Paranavaí aplaude a Orquestra em pé

Paranavaí






Yesterdays concert was one of our best efforts and was helped by the lovely theatre. Great acoustics and a full house, an appreciative audience and an orchestra well rested. Tomorrow its a very cold Rio Grande do Sul to contend with! Here are some piccies to look at.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Concerto em Paranavaí

Hoje realizamos o penúltimo concerto no estado do Paraná, desta vez a cidade a receber a Orquestra do Estado de Mato Grosso foi Paranavaí, conseguimos fazer mais um bom concerto para a calorosa platéia que esteve presente no teatro municipal, percebi que a platéia que la esteve presente queria realmente ouvir musica, sempre aplaudindo com bastante entusiaso; ao final do concerto tive contato com muitas pessoas que muito gentilmente se aproximaram do palco para trocarmos informações, este contato realmente é maravilhoso!! Destaco tambem a presença de muitos musicos na plateia, para mim foi um grande prazer apresentar juntamente com a OEMT este otimo concerto em Paranavaí.. Obrigado a todos que la compareceram para nos prestigiar..


Luciano Pontes
Spalla-Orquestra do Estado de Mato Grosso

Cataratas do Iguaçu


Foto tirada pelo meu colega de trabalho Jorge Moura, durante um passeio espetacular pelas cataratas em Foz do Iguaçu.



Luciano Pontes
Spalla-Orquestra do Estado de Mato Grosso

Campo Mourão (PR) Teatro Municipal



Paraná

(P.Visockas) Nossa jornada pelo Brasil continua, agora como vcs já podem ver a algum tempo aqui no Blog, estamos no Paraná após um ótimo concerto no Rio. Rapidamente comentando aqui sobre o Rio, é impressionate o tamanho do Sesc Nacional. É muito grande e a construção é muito bonita.
Voltando ao Paraná...

Nosso primeiro concerto foi em Curitiba. Foi muito legal retornar a cidade, pois não somente eu, mas algumas pessoas da orquestra já estiveram lá no festival de música que acontece em janeiro. Ótimas recordações me vieram à cabeça. Depois do concerto no teatro Positivo (fiquei admirado tb de ver o tamanho da faculdade "Positivo" de Curitiba. Lindo lugar!), saimos eu, Carlão, Camilinha e alguns amigos de lá, e fomos no bom e velho Bar do Alemão (Scwartzwald, para quem preferir).Tomamos alguns submarinos e no dia seguinte distribui as canequinhas "legítimamente roubadas"!

No dia seguinte tocamos em Antonina, num teatro pitoresco. A sala estava quase cheia. Era notável que a cidade ainda se mantinha a alguns anos atrás.

Seguimos realizando concerto depois em Ponta Grossa, Guarapuava, Palmas, Foz do Iguaçu ( Alguns de nós, e eu tb, não resistimos as compras no Paraguai), Mal. Candido Rondon, Campo Mourão e hj estamos em .... Paranavaí. Ufa... quantas cidadades! Todas as cidades foram especiais, mas gostaria de resaltar o concerto de Palmas. Aparentemente a mais simples das cidades que fomos, porém foi a que o público mais nos "acolheu". Após o concerto muitas, mas muitas pessoas mesmo vieram falar conosco. Foi muito especial!
Confesso que estamos mais cansados aqui no Paraná. Mas isso porque as distâncias das ciadades são bem maiores que em SC. Lá viajamos 2 horas em média por dia, aqui, o mínimo é 4 horas. Uma dessa viagens durou 8 horas! E no dia seguinte mais 5 horas!
Essa é a heroica orquestra do Mato Grosso!
E lá vamos nós...

grande abraço para todos

do piracicabano (Salve XV)

Pedro Visockas

Foz do Iguacu and onwards




We all had a good laugh today as we trooped across the frontier into Paraguay in search of the perfect bargain. It was nice to let off steam a little and do some good old fashioned haggling. I was surprised to find that no documentation whatsoever is required to enter or leave! Bit different to the UK that. The concert in Foz was in a makeshift part of SESC but went down very well. Everybody was in good spirits and the flavour of the day was Villa Lobos with extra sauce.
The following day we arrived in Palmas which was basked in good old fashioned fog. We experienced our fist taste of Brazilian winter and put on a really nice concert in the evening. Once again a full house and once again a truly heartfelt reception by SESC and the public. Palmas is one of the coldest places in Paraná. I also found out today that a tornado levelled part of Xanxeré so I'm hoping that everyone is ok there.
Enjoy the first photos of my bottom dolar camera and let the phography begin.

Concerto em Campo Mourão

Jorge Moura postando...

O concerto em Campo Mourão foi cheio de surpresas, lanche muito bom fornecido pelo Sesc, teatro cheio e uma ótima receptividade do público que lotou o palco cheios de perguntas sobre música e sobre os músicos, bem legal. Além disso os primeiros violinos ainda tocaram de pé no bis durante o solo, hilário. A Alice, minha chefe de naipe quase nao se segurou de tanto rir e a música foi executada com energia e alegria.









Cataratas do Iguaçu











Jorge Moura postando...
Hoje vou postar foto do passeio que fiz com nosso spalla Luciano Pontes para as Cataratas do Iguaçu. Tirei mais de 70 fotos, tem uma foto linda com arco íris e tudo, isso porque nao estava tão cheio, adorei. O passeio valeu a pena.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Ainda em Palmas (PR) III


Tentando fazer "fumacinha" em vão... (por Zevang).

Ainda em Palmas (PR) II



O sol tentava, preguiçosamente, erguer-se do frio horizonte... (por Zevang).

Marechal Cândido Rondon (PR)

(Leandro) Em Marechal Cândido Rondon a coisa foi bem diferente. O teatro do Centro Cultural Elói Urnau estava lotado (aproximadamente 600 pessoas), majoritariamente por jovens entre 16 e 20 anos para assistir a Orquestra do Estado de Mato Grosso e ouvir a obra do mestre Heitor Villa-Lobos. Parabéns ao técnico do Sesc Alberto que produziu o concerto com esmero e fez um ótimo trabalho de mobilização da comunidade, conseguindo atrair até pessoas de outros municípios, como Cascavel, que se deslocaram até lá para nos assistir. Muitos jovens de escolas e universidades compareceram, mostrando o interesse do público ‘leigo’ pela música ‘clássica’. Basta dar oportunidade para comprovar o quanto nosso povo gosta e precisa de boa música. Isso tudo justo no dia em que o projeto de lei que institui o ensino de música como obrigatório caminhou dentro do Congresso Nacional e agora aguarda parecer da Comissão de Constituição e Justiça, rumo à sanção presidencial. É importante lembrar que foi Villa-Lobos quem trabalhou arduamente para que isso acontecesse, recebendo a missão de implantar um bom sistema de ensino das mão do presidente Getúlio Vargas. Foi bom enquanto durou .... esta lacuna de mais de 30 anos já vai terminando e só podemos parabenizar o movimento bem articulado que está conduzindo o processo dentro do Congresso. A notícia foi recebido pelo público de ontem com muitas palmas. A sociedade, especialmente as futuras gerações, vão agradecer e quem ganha é o Brasil.

Ainda em Palmas (PR)



Pra se ter uma idéia da neblina que pairava em Palmas quando embarcamos pela manhã em direção a Foz (por Zevang).

Marechal Cândido Rondon (PR)





Foz do Iguaçu (PR)

(Leandro) Foz do Iguaçu é uma cidade interessante. Movida pelo turismo do Parque Nacional (Cataratas) e pela possibilidade de compras no Paraguai e Argentina, a cidade recebe pessoas de todo o mundo. Dos que residem lá, existe uma grande colônia de árabes e chineses. Pessoas que tem negócios em todo o Brasil e enxergam na cidade um ponto estratégico. No mais, a maior parte da população é flutuante. Engenheiros de Furnas e outras grandes empresas que deslocam-se temporiamente para a cidade e profissionais do poder judiciário que passam dois, três, no máximo quatro anos em Foz, por exemplo. Combinando-se a isso, empresários brasileiros que residem na cidade tem seus negócios no lado de lá do Rio Iguaçu e muitos prestadores de serviços que atuam na cidade, ao cair do sol atravessam a ponte e vão dormir no seu país de origem. O resultado é que são poucos os que se preocupam com a cidade e sua estrutura. Foz do Iguaçu não dispõe de um teatro, apesar de sua importância no cenário paranaense. Mesmo com o intenso fluxo turístico, após o maravilhoso passeio no Parque Nacional e as compras no Paraguai, pouco resta para o turista conhecer. A população local, segundo depoimentos dos próprios moradores, vê tudo isso com desolação. Sentem-se abandonados. Amigos que já residiram em cidades menores do Estado do Paraná, puderam experimentar uma vida cultural e social muito mais interessante e ativa que em Foz do Iguaçu. Creio que está na hora dos poderes municipal e estadual, além das outras forças produtivas e sociais, olharem para Foz do Iguaçu como uma cidade singular, de pessoas que precisam gozar dos direitos sociais e culturais que abundam em cidades vizinhas, de menor porte e recursos.

Sobre o concerto da Orquestra do Estado de Mato Grosso, encontramos uma situação bastante inusitada. A estrutura era inadequada para um concerto, ou mesmo para uma apresentação musical de qualquer natureza. Imaginávamos outra coisa tendo em vista a importância da cidade. Mais uma vez, o que nos motivou foi a presença de um público afetuoso e cheio de vontade de ‘cultura’. A unidade do Sesc há muito ‘briga’ por uma estrutura completa, com teatro e tudo o mais. A população não tem culpa que até hoje a cidade não dispõe de uma estrutura adequada. Como o espírito do ‘Sonora Brasil’ é justamente este, o de formar platéias e democratizar o acesso a bens culturais, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para oferecer um bom concerto para as pessoas, apesar das adversidades. Espero que esta experiência possa servir para mostrar claramente que existe uma grande demanda reprimida e que a cidade merece, com toda certeza, um teatro que possa receber orquestras e outros grupos musicais de todo o mundo.

Foz do Iguaçu (PR) - Concerto na unidade do Sesc