Tentando fazer "fumacinha" em vão... (por Zevang).
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Marechal Cândido Rondon (PR)
(Leandro) Em Marechal Cândido Rondon a coisa foi bem diferente. O teatro do Centro Cultural Elói Urnau estava lotado (aproximadamente 600 pessoas), majoritariamente por jovens entre 16 e 20 anos para assistir a Orquestra do Estado de Mato Grosso e ouvir a obra do mestre Heitor Villa-Lobos. Parabéns ao técnico do Sesc Alberto que produziu o concerto com esmero e fez um ótimo trabalho de mobilização da comunidade, conseguindo atrair até pessoas de outros municípios, como Cascavel, que se deslocaram até lá para nos assistir. Muitos jovens de escolas e universidades compareceram, mostrando o interesse do público ‘leigo’ pela música ‘clássica’. Basta dar oportunidade para comprovar o quanto nosso povo gosta e precisa de boa música. Isso tudo justo no dia em que o projeto de lei que institui o ensino de música como obrigatório caminhou dentro do Congresso Nacional e agora aguarda parecer da Comissão de Constituição e Justiça, rumo à sanção presidencial. É importante lembrar que foi Villa-Lobos quem trabalhou arduamente para que isso acontecesse, recebendo a missão de implantar um bom sistema de ensino das mão do presidente Getúlio Vargas. Foi bom enquanto durou .... esta lacuna de mais de 30 anos já vai terminando e só podemos parabenizar o movimento bem articulado que está conduzindo o processo dentro do Congresso. A notícia foi recebido pelo público de ontem com muitas palmas. A sociedade, especialmente as futuras gerações, vão agradecer e quem ganha é o Brasil.
Ainda em Palmas (PR)
Pra se ter uma idéia da neblina que pairava em Palmas quando embarcamos pela manhã em direção a Foz (por Zevang).
Foz do Iguaçu (PR)
(Leandro) Foz do Iguaçu é uma cidade interessante. Movida pelo turismo do Parque Nacional (Cataratas) e pela possibilidade de compras no Paraguai e Argentina, a cidade recebe pessoas de todo o mundo. Dos que residem lá, existe uma grande colônia de árabes e chineses. Pessoas que tem negócios em todo o Brasil e enxergam na cidade um ponto estratégico. No mais, a maior parte da população é flutuante. Engenheiros de Furnas e outras grandes empresas que deslocam-se temporiamente para a cidade e profissionais do poder judiciário que passam dois, três, no máximo quatro anos em Foz, por exemplo. Combinando-se a isso, empresários brasileiros que residem na cidade tem seus negócios no lado de lá do Rio Iguaçu e muitos prestadores de serviços que atuam na cidade, ao cair do sol atravessam a ponte e vão dormir no seu país de origem. O resultado é que são poucos os que se preocupam com a cidade e sua estrutura. Foz do Iguaçu não dispõe de um teatro, apesar de sua importância no cenário paranaense. Mesmo com o intenso fluxo turístico, após o maravilhoso passeio no Parque Nacional e as compras no Paraguai, pouco resta para o turista conhecer. A população local, segundo depoimentos dos próprios moradores, vê tudo isso com desolação. Sentem-se abandonados. Amigos que já residiram em cidades menores do Estado do Paraná, puderam experimentar uma vida cultural e social muito mais interessante e ativa que em Foz do Iguaçu. Creio que está na hora dos poderes municipal e estadual, além das outras forças produtivas e sociais, olharem para Foz do Iguaçu como uma cidade singular, de pessoas que precisam gozar dos direitos sociais e culturais que abundam em cidades vizinhas, de menor porte e recursos.
Sobre o concerto da Orquestra do Estado de Mato Grosso, encontramos uma situação bastante inusitada. A estrutura era inadequada para um concerto, ou mesmo para uma apresentação musical de qualquer natureza. Imaginávamos outra coisa tendo em vista a importância da cidade. Mais uma vez, o que nos motivou foi a presença de um público afetuoso e cheio de vontade de ‘cultura’. A unidade do Sesc há muito ‘briga’ por uma estrutura completa, com teatro e tudo o mais. A população não tem culpa que até hoje a cidade não dispõe de uma estrutura adequada. Como o espírito do ‘Sonora Brasil’ é justamente este, o de formar platéias e democratizar o acesso a bens culturais, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para oferecer um bom concerto para as pessoas, apesar das adversidades. Espero que esta experiência possa servir para mostrar claramente que existe uma grande demanda reprimida e que a cidade merece, com toda certeza, um teatro que possa receber orquestras e outros grupos musicais de todo o mundo.
Sobre o concerto da Orquestra do Estado de Mato Grosso, encontramos uma situação bastante inusitada. A estrutura era inadequada para um concerto, ou mesmo para uma apresentação musical de qualquer natureza. Imaginávamos outra coisa tendo em vista a importância da cidade. Mais uma vez, o que nos motivou foi a presença de um público afetuoso e cheio de vontade de ‘cultura’. A unidade do Sesc há muito ‘briga’ por uma estrutura completa, com teatro e tudo o mais. A população não tem culpa que até hoje a cidade não dispõe de uma estrutura adequada. Como o espírito do ‘Sonora Brasil’ é justamente este, o de formar platéias e democratizar o acesso a bens culturais, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para oferecer um bom concerto para as pessoas, apesar das adversidades. Espero que esta experiência possa servir para mostrar claramente que existe uma grande demanda reprimida e que a cidade merece, com toda certeza, um teatro que possa receber orquestras e outros grupos musicais de todo o mundo.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Guarapuava e Palmas (PR)
(Leandro) Acabamos de chegar em Foz do Iguaçu. A rotina nos últimos dias foi ‘puxada’. Viajamos mais de 5 horas de Guarapuava até Palmas, sudoeste do Paraná, quase na divisa de SC, para um concerto no mesmo dia, e mais 8 horas hoje, para um concerto daqui a duas horas .... Não é mole não. Amanhã, mais 180 km até Marechal Cândido Rondon, depois Campo Mourão, Paranavaí e Maringá. Um concerto após o outro. Assim segue nossa epopéia pelo Brasil.
Hoje lembrei muito do amigo Moisés e do Governador Blairo ao passar pela cidade de São Miguel do Iguaçu, cidade de origem das familias Maggi e Sachetti. A cidade está linda e bem desenvolvida. Talvez tenhamos tempo de retornar amanhã, quando seguirmos para M. C. Rondon.
O que nos dá força, ânimo e sentido para todo este esforço é, sem dúvida, o público caloroso e sedento por música que temos encontrado em todas as cidades que nos apresentamos. O concerto em Guarapuava aconteceu dentro da unidade do Sesc, no auditório, e foi otimamente organizado pela Silvana e sua equipe. Todos nos atenderam com muito carinho e buscaram resolver os problemas técnicos com toda presteza e atenção. Obrigado Marcel, Antônio e Lis. As lindas fotos que vocês veem abaixo foram tiradas por ela (Lis). O público prestigiou a Orquestra em peso e o auditório do Sesc ficou pequeno. Em torno de 200 pessoas conseguiram entrar, as outras ficaram no salão ouvindo o som que vinha do concerto. Conversamos com muitas pessoas depois do concerto que deram depoimentos muito especiais sobre a performance da Orquestra e a música de Villa-Lobos.
De Guarapuava até Palmas, quase fomos parar em Francisco Beltrão. Imaginem só! A diferença é de mais de 100 km. Como o concerto foi organizado pelo Sesc Francisco Beltrão, tudo levava a crer que Palmas era um local próximo ... Que ignorância! Palmas é uma cidade singular que vem se desenvolvendo muito e que está dentro do plano do Sistema Fecomércio de investimento e que promete muito para os próximos anos na área cultural. Em cima do trevo da estrada, recebi um telefone do diretor Neri: “ Vocês já estão em Palmas?”. “Onde?”, respondi. E assim ajustamos a rota e chegamos na cidade em tempo de acertar os detalhes técnicos para o concerto. Obrigado Neri, Meire e equipe pela presteza e boa vontade em resolver os problemas no último minuto. Mais uma vez, o salão principal do Clube Palmense lotou. Mais de 600 pessoas, incluindo muitas crianças e jovens, assistiram o concerto com um interesse e concentração surpreendente. O assédio que todos os músicos receberam do público foi o maior até o momento. Pessoas educadas, carinhosas e cheias de perguntas vieram até nós para dividir as sensações que a música do nosso gênio maior havia provocado. Para nós, a missão de ‘devolver’ Villa-Lobos para o Brasil segue enchendo nossos corações de momentos especiais. Como dizia o Mestre, ‘cada brasileiro que encontro é um livro aberto, é uma forma musical’. Viva Villa!
Hoje lembrei muito do amigo Moisés e do Governador Blairo ao passar pela cidade de São Miguel do Iguaçu, cidade de origem das familias Maggi e Sachetti. A cidade está linda e bem desenvolvida. Talvez tenhamos tempo de retornar amanhã, quando seguirmos para M. C. Rondon.
O que nos dá força, ânimo e sentido para todo este esforço é, sem dúvida, o público caloroso e sedento por música que temos encontrado em todas as cidades que nos apresentamos. O concerto em Guarapuava aconteceu dentro da unidade do Sesc, no auditório, e foi otimamente organizado pela Silvana e sua equipe. Todos nos atenderam com muito carinho e buscaram resolver os problemas técnicos com toda presteza e atenção. Obrigado Marcel, Antônio e Lis. As lindas fotos que vocês veem abaixo foram tiradas por ela (Lis). O público prestigiou a Orquestra em peso e o auditório do Sesc ficou pequeno. Em torno de 200 pessoas conseguiram entrar, as outras ficaram no salão ouvindo o som que vinha do concerto. Conversamos com muitas pessoas depois do concerto que deram depoimentos muito especiais sobre a performance da Orquestra e a música de Villa-Lobos.
De Guarapuava até Palmas, quase fomos parar em Francisco Beltrão. Imaginem só! A diferença é de mais de 100 km. Como o concerto foi organizado pelo Sesc Francisco Beltrão, tudo levava a crer que Palmas era um local próximo ... Que ignorância! Palmas é uma cidade singular que vem se desenvolvendo muito e que está dentro do plano do Sistema Fecomércio de investimento e que promete muito para os próximos anos na área cultural. Em cima do trevo da estrada, recebi um telefone do diretor Neri: “ Vocês já estão em Palmas?”. “Onde?”, respondi. E assim ajustamos a rota e chegamos na cidade em tempo de acertar os detalhes técnicos para o concerto. Obrigado Neri, Meire e equipe pela presteza e boa vontade em resolver os problemas no último minuto. Mais uma vez, o salão principal do Clube Palmense lotou. Mais de 600 pessoas, incluindo muitas crianças e jovens, assistiram o concerto com um interesse e concentração surpreendente. O assédio que todos os músicos receberam do público foi o maior até o momento. Pessoas educadas, carinhosas e cheias de perguntas vieram até nós para dividir as sensações que a música do nosso gênio maior havia provocado. Para nós, a missão de ‘devolver’ Villa-Lobos para o Brasil segue enchendo nossos corações de momentos especiais. Como dizia o Mestre, ‘cada brasileiro que encontro é um livro aberto, é uma forma musical’. Viva Villa!
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Curitiba-Palmas, Violoncelista Ingles



It's been a long week with the inclusion of our extra concert in Rio and dis-placement fatigue is rife but whatever the weather the orchestra continues to forge its galiant way through the marathon that is Sonora Brasil. Santa Catarina was a great place to be and is definately the most beautiful part of Brasil that I have seen so far. We had some nice concerts there especially in Florianopolis, a place which I would definately like to retire to.
We then moved onwards to Curitiba where I met up with Cris! As we speak she is here and enjoying the sights of our latest city Palmas and soaking up some normal temperatures. I'm still without a working camera which is a bummer but I wil try to get it up and running as soon as possible. Our days seem to be getting shorter as the distances between cities begins to increase but we have started to play better and the chamber music is beginning to flow. I'm hoping that we can pull off some less serious faced concerts and continue to make the music that has started to flow. I promise to put some photos up when I have fixed the feckin camera.
domingo, 25 de maio de 2008
Guarapuava II
Minha companheira Rosângela se juntou a mim para a jornada no estado do Paraná. Se comer os brincos é algo indigesto, minhas orelhas já nem existem mais tamanho o sorriso... :-) (por Zevang)
Guarapuava
Do tupi-guarani, Guara=Lobo, Puava=Bravo. Região de lobos bravos, foi marcada durante a colonização pela presença dos portugueses que sofreram duras derrotas. A razão era simples, os índios ofereceram suas mulheres aos portugueses como forma de manterem suas terras, ao que os lusos "gentilmente" recusaram, por serem em sua maioria casados. Assim, os índios se revoltaram e destruiram o "Fortim de Atalaia". A província ocupava, originalmente, a metade oeste inteira do atual estado do Paraná, mais um pedaço considerável do norte de Santa Catarina.
Aqui a natureza parece ter nos dado as boas-vindas.
(por Zevang)


Aqui a natureza parece ter nos dado as boas-vindas.
(por Zevang)
Menina da viola
Amei o som de viola da Camila! Aliás,o mais bonito que já ouvi. É encorpado, redondo e extremamente bonito. E a energia dessa menina no palco também contagia. Impressionante. Sucesso, Camila! Continue brilhando pelo Brasil afora... (Rosângela Molina).
Caminhada em Curitiba
Jorge Postando...
Faz tempo que não coloco nada aqui no blog pois tive uns probleminhas com minha máquina e perdi várias fotos que tirei principalmente em Floripa. Caminhei um pouco por Curitiba e tirei umas fotos do centro e do centro histórico que posto agora. Acho legal como todos os monumentos aqui tem placas com informações para turistas e também acho o máximo os pontos de ônibus daqui, organizados, e limpos(infelizmente um comentário bem cuiabano). Os três concertos aqui no Paraná (Curitiba, Antonina e Ponta Grossa) foram muito bons, com bastante público até mesmo na pequena Antonina.
Carol minha noiva, saudades, te amo.



Faz tempo que não coloco nada aqui no blog pois tive uns probleminhas com minha máquina e perdi várias fotos que tirei principalmente em Floripa. Caminhei um pouco por Curitiba e tirei umas fotos do centro e do centro histórico que posto agora. Acho legal como todos os monumentos aqui tem placas com informações para turistas e também acho o máximo os pontos de ônibus daqui, organizados, e limpos(infelizmente um comentário bem cuiabano). Os três concertos aqui no Paraná (Curitiba, Antonina e Ponta Grossa) foram muito bons, com bastante público até mesmo na pequena Antonina.
Carol minha noiva, saudades, te amo.
Ponta Grossa (PR)
(Leandro) Ontem fizemos um concerto Cine Teatro Ópera, em Ponta Grossa, um antigo cinema da cidade que foi reformado e transformou-se num teatro. Parece familiar esta estória, não?! Pois é, até o nome nos remete ao nosso Cine Teatro Cuiabá, que em breve será devolvido para a população depois de uma reforma que já vai para três anos. Aqui em Ponta Grossa, a Prefeitura transformou o antigo cinema num teatro realmente ‘de ponta’. Ótima estrutura, com bons camarins, cenotécnica, fosso e capacidade para 700 pessoas. O resultado é que a cidade inseriu-se no circuito de grandes espetáculos e anualmente recebe orquestras de várias partes do mundo e uma grande diversidade de espetáculos de artes cênicas. Virou o equipamento cultural ‘pólo’ da cidade.
Fomos recebidos com muito carinho e profissionalismo pelo Sesc Ponta Grossa. A Maria Fernanda e sua equipe foi excelente em tudo, do trabalho de pré-produção e mobilização da sociedade até o camarim, eleito pelos músicos como o melhor até o momento. As belas fotos que vocês vem abaixo também são dela. A divulgação foi ótima: matéria de capa nos principais jornais da cidade e o resultado não podia ser outro. Teatro praticamente lotado! A Orquestra vem fazendo concertos cada vez melhores e quando o público é entusiasmado e caloroso aí a ‘coisa’ pega fogo. Fizemos, pela segunda vez, dois ‘bises’ (ou bis). Obrigado a todos. Agora seguimos para Guarapuava (a 170 km daqui) para um concerto ainda hoje.
Fomos recebidos com muito carinho e profissionalismo pelo Sesc Ponta Grossa. A Maria Fernanda e sua equipe foi excelente em tudo, do trabalho de pré-produção e mobilização da sociedade até o camarim, eleito pelos músicos como o melhor até o momento. As belas fotos que vocês vem abaixo também são dela. A divulgação foi ótima: matéria de capa nos principais jornais da cidade e o resultado não podia ser outro. Teatro praticamente lotado! A Orquestra vem fazendo concertos cada vez melhores e quando o público é entusiasmado e caloroso aí a ‘coisa’ pega fogo. Fizemos, pela segunda vez, dois ‘bises’ (ou bis). Obrigado a todos. Agora seguimos para Guarapuava (a 170 km daqui) para um concerto ainda hoje.
sábado, 24 de maio de 2008
Concerto em Antonina / Paranaguá
(Leandro) Depois da estréia na capital paranaense, fizemos um concerto no município de Antonina, cerca de 20 km de Paranaguá. O simpático Teatro Municipal de Antonina ficou lotado com o caloroso público da cidade e dos municípios vizinhos. Depois do concerto, um senhor veio falar comigo e perguntou: "Você é aquele?". Eu respondi: "Qual deles?". Parecia conversa de maluco, mas o que ele queria saber era se eu era o (ex) violonista que havia gravado os CDs que ele tinha em casa e gostava muito. Quando disse que 'sim', ele ficou muito feliz (e eu também) confirmando uma coincidência inusitada.
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