quinta-feira, 19 de junho de 2008
“À Pátria tudo se deve dar; nada se deve pedir; nem mesmo compreensão”. Siqueira Campos
"Ontem é história. Amanhã é mistério. Hoje é dádiva. Por isso é chamado presente.” anônimo
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Rio Grande do Sul e depois-Deyvity
We have passed through a variety of climates, regions and airpots in the last few days. After leaving Vitoria we made our way from Brasilia to Goiania, a very brief stop in Cuiabá, on to Campo Grande and now our latest port of call Palmas. Today is a blissful 37oC thank god. I might be English but 10oC and drizzling all over doesn't do it for me. What I was most impressed with in our last few concerts were the theatres. In Brazilia we played in a really difficult neighbourhood but SESC have built a huge concert hall and community arts centre there. We were the first orchestra to play there. I reckon that less than 10% of the public have seen an orchestra before letalone heard one. The mission of SESC is a clear one and I felt proud to be able to be part of this units development. The production staff have really done a good job so far and creating audiences is no easy business.
Our concert in Goiania was a show case for delivery drivers as the instruments finally turned up 45 minutes after the start of the concert. Nevertheless it was a corker and we pulled off a great concert even after being diverted tonUberlandia on the way due to fog. There are so many people learning instruments there and I for one hope that things recover there soon politically.
Cuiabá was very brief and for me was a chance to embrace the family and convince my dog that I hadn't disappeared off the face of the planet. I have never felt so sad to leave my family so the concert for me was not the best but I feel far more positive now knowing that we are closer to home each day we play. Tonight is Palmas, nice city, beautiful beaches and 37oC of pure sunshine, just the way it should be.
Our concert in Goiania was a show case for delivery drivers as the instruments finally turned up 45 minutes after the start of the concert. Nevertheless it was a corker and we pulled off a great concert even after being diverted tonUberlandia on the way due to fog. There are so many people learning instruments there and I for one hope that things recover there soon politically.
Cuiabá was very brief and for me was a chance to embrace the family and convince my dog that I hadn't disappeared off the face of the planet. I have never felt so sad to leave my family so the concert for me was not the best but I feel far more positive now knowing that we are closer to home each day we play. Tonight is Palmas, nice city, beautiful beaches and 37oC of pure sunshine, just the way it should be.
Veja o carinho do público da Orquestra em reposta a essa notícia:
Olá,
esta notícia me emocionou muito, admiro o trabalho do Leandro assim como sua
simpatia em nos receber e grande valor que ele dá a nomes desconhecidos,
assim como o resgate à música popular brasileira.
Se puder, entregue a ele meu abraço, o Brasil precisa de mais seres humanos
e artistas como o Leandro.
Idalina Meurer
professora - Tangará da Serra - MT
____________________________________________________________________
Agradeço por estarem enviando informações sobre a nossa orquestra. Estou também muito orgulhosa com a indicação do Maestro Leandro de Carvalho como um dos melhores do nosso país.
Jacqueline Prado Lotufo.
esta notícia me emocionou muito, admiro o trabalho do Leandro assim como sua
simpatia em nos receber e grande valor que ele dá a nomes desconhecidos,
assim como o resgate à música popular brasileira.
Se puder, entregue a ele meu abraço, o Brasil precisa de mais seres humanos
e artistas como o Leandro.
Idalina Meurer
professora - Tangará da Serra - MT
____________________________________________________________________
Agradeço por estarem enviando informações sobre a nossa orquestra. Estou também muito orgulhosa com a indicação do Maestro Leandro de Carvalho como um dos melhores do nosso país.
Jacqueline Prado Lotufo.
Campo Grande (MS)
(Leandro) Imaginem um frio de menos de 10 graus em Campo Grande! Pois é, a noite da última segunda-feira estava atípica para a capital sul-matogrossense. O concerto da Orquestra do Estado de Mato Grosso aconteceu no Teatro Prosa, na unidade do Sesc Horto, na região central de Campo Grande. Para nossa surpresa, também estava acontecendo a belíssima exposição de instrumentos musicais confeccionados pelo mestre Joaquim Pinheiro. Foi um prazer reencontrá-lo, firme e forte, com o mesmo entusiasmo de sempre. Parabéns ao departamento pela iniciativa de levar esta exposição para todo o Brasil, incluindo uma master class e concerto do violonista Turibio Santos.
O concerto da Orquestra foi ótimo, bom público e muitas conversas depois da apresentação. Conheci a ‘mãe do Wilson’ (foi assim que ela se apresentou!), casado com a querida Lúcia, amigos de Cuiabá que vieram de Campo Grande. O frio desta segunda-feira não afugentou os amantes da música. Há muito queríamos nos apresentar lá, em vista dos muitos laços que nos unem e fazem de MT e MS estados irmãos, com a mesma matiz cultural. Quem sabe, no futuro, poderemos estreitar estes laços ...
O concerto da Orquestra foi ótimo, bom público e muitas conversas depois da apresentação. Conheci a ‘mãe do Wilson’ (foi assim que ela se apresentou!), casado com a querida Lúcia, amigos de Cuiabá que vieram de Campo Grande. O frio desta segunda-feira não afugentou os amantes da música. Há muito queríamos nos apresentar lá, em vista dos muitos laços que nos unem e fazem de MT e MS estados irmãos, com a mesma matiz cultural. Quem sabe, no futuro, poderemos estreitar estes laços ...
Grande Orquestra!!!
Foi bom demais vê-los novamente aqui em Cuiabá. Eu estava com fome de boa música. E foi um bom alimento pra minha alma. O conjunto está afinadíssimo...timbrando demais! Eu nem consigo imaginar como estará soando em Jequié....queria estar lá pra ver.
Partir de Cuiabá novamente foi um novo começo, uma nova etapa. Vocês devem estar muito cansados da viagem de hoje (foram quase doze horas!!!)
Tenho certeza que no futuro vocês terão muito orgulho de terem participado desse projeto maravilhoso do Sonora de levar o Villa pro povo desse "Brasilzão".
Pra superar o cansaço e o stress, vocês precisarão mais do que nunca de muito coleguismo, compreensão e companheirismo entre vocês.
Boa sorte, sucesso e muita força amigos. Um forte abraço meu e de toda equipe de bastidores da Orquestra.
Estamos aqui sempre à disposição de vocês. (Milton)
Partir de Cuiabá novamente foi um novo começo, uma nova etapa. Vocês devem estar muito cansados da viagem de hoje (foram quase doze horas!!!)
Tenho certeza que no futuro vocês terão muito orgulho de terem participado desse projeto maravilhoso do Sonora de levar o Villa pro povo desse "Brasilzão".
Pra superar o cansaço e o stress, vocês precisarão mais do que nunca de muito coleguismo, compreensão e companheirismo entre vocês.
Boa sorte, sucesso e muita força amigos. Um forte abraço meu e de toda equipe de bastidores da Orquestra.
Estamos aqui sempre à disposição de vocês. (Milton)
terça-feira, 17 de junho de 2008
Orquestra se apresenta em Cuiabá
No dia 15 de junho, domingo, a Orquestra do Estado de Mato Grosso se apresentou em "casa".
Confira na matéria de Renato Rosa, repórter da TV Centro América de Cuiabá.
Confira na matéria de Renato Rosa, repórter da TV Centro América de Cuiabá.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Cuiabá (MT)
(Leandro) Como é bom voltar para casa! Alguns de nós já tinham ‘recarregado as baterias’ em suas cidades de origem, mas a maioria residente em Cuiabá estava ansiosa pela chegada na capital mato-grossense. Em ritmo de Sonora Brasil, chegamos sábado pela tarde, para um concerto no domingo à noite, e partida na segunda as 6:00 da manhã para Campo Grande (MS). Tempo exíguo para matar a saudade de 40 dias longe de casa.
O grande desafio do Sonora Brasil é o lado emocional, ou melhor, o que mais cansa, mais do que tudo, é ficar longe da nossa família. O resto, ‘a gente traça’. Mas a saudade ... esta ‘corta feito aço de navaia’ (como escreveu o poeta Paulo Vanzolini). É por isso que é tão importante que todos os profissionais envolvidos fiquem sempre bem instalados, em bons hotéis, e tenham o mínimo de conforto para se recuperar de uma rotina de ‘operário’ da música. O amigo Augusto Amaral, presidente do MT Saúde que tive o prazer de reencontrar no concerto de ontem, brincou que acionaria a OIT para fazer uma denúncia de trabalho escravo ... é quase isso! Estávamos bem no meio da viagem e por isso foi extremamente importante que todos passassem bem o final de semana em Cuiabá, afinal de contas, é a sede e terra natal da Orquestra! Ficaram todos muito bem hospedados, em quartos individuais (pela primeira vez em 40 dias!), gozando de um pouco de privacidade no excelente Amazon Hotel. Só quem está ‘on the road’ sabe como isso pode fazer uma grande diferença para a coesão do grupo e para que todos cheguem ao final, sãos e salvos.
Nos reencontramos no domingo, pouco antes do concerto, já recuperados e com uma aspecto mais tranquilo. A longa fila por ingressos, que engrossava desde as 17:00, refletia a fidelidade e o carinho do público mato-grossense por ‘sua’ Orquestra e também a ótima cobertura da imprensa estadual, com ótimas matérias publicadas nos principais jornais do Estado. Para completar, a TVCA (TV Globo) nos deu a honra da visita para fazer uma matéria especial sobre a primeira metade da viagem e os resultados alcançados. O reporter Renato entrevistou vários músicos e pessoas que estavam na fila. Ficaram até o final do concerto, registrando toda a apresentação. É muito especial para a Orquestra do Estado contar com este apoio irrestrito da imprensa do Estado. Todos perceberam os objetivos sociais da Orquestra e tem lutado conosco para construir uma instituição sólida, para ‘além dos mandatos’ políticos. Credito este apoio como um dos grandes responsáveis pelo sucesso da iniciativa e pela inserção que hoje a Orquestra tem na sociedade mato-grossense e brasileira.
O concerto foi especial. Muito entrosamento entre os músicos e energia total. Conversei muito com a platéia e fiz uma breve balanço da turnê até o momento. Dediquei, em nome de todos os músicos da Orquestra, o concerto à minha mulher Lúcia e a todas as mulheres e familiares que compreenderam nossa longa ausência para levar a música de Villa-Lobos para o Brasil. Sem o apoio delas, nós não conseguiríamos levar isso adiante. Mesmo distantes, são elas quem nos dão forças e vitalidade para tocar sempre com paixão e entusiasmo.
O público mato-grossense, razão de existir da Orquestra do Estado de Mato Grosso, mais uma vez prestigiou a Orquestra lotando o teatro e aplaudindo com muita vibração. Obrigado a todos. É por vocês e para vocês que procuramos levar o melhor de Mato Grosso para todo o Brasil, buscando construir uma imagem mais positiva (e realista) do nosso Estado. Com isso, buscamos contribuir também para a construção de um país mais justo, onde todas as pessoas possam ter acesso ao alimento básico da existência humana: amor, emoção, vibração, tudo isso em forma de sons e música.
Já chegamos em Campo Grande (MS) para um concerto hoje à noite. Amanhã as 05:00 da manhã seguiremos para Palmas (TO). Ufa .....
O grande desafio do Sonora Brasil é o lado emocional, ou melhor, o que mais cansa, mais do que tudo, é ficar longe da nossa família. O resto, ‘a gente traça’. Mas a saudade ... esta ‘corta feito aço de navaia’ (como escreveu o poeta Paulo Vanzolini). É por isso que é tão importante que todos os profissionais envolvidos fiquem sempre bem instalados, em bons hotéis, e tenham o mínimo de conforto para se recuperar de uma rotina de ‘operário’ da música. O amigo Augusto Amaral, presidente do MT Saúde que tive o prazer de reencontrar no concerto de ontem, brincou que acionaria a OIT para fazer uma denúncia de trabalho escravo ... é quase isso! Estávamos bem no meio da viagem e por isso foi extremamente importante que todos passassem bem o final de semana em Cuiabá, afinal de contas, é a sede e terra natal da Orquestra! Ficaram todos muito bem hospedados, em quartos individuais (pela primeira vez em 40 dias!), gozando de um pouco de privacidade no excelente Amazon Hotel. Só quem está ‘on the road’ sabe como isso pode fazer uma grande diferença para a coesão do grupo e para que todos cheguem ao final, sãos e salvos.
Nos reencontramos no domingo, pouco antes do concerto, já recuperados e com uma aspecto mais tranquilo. A longa fila por ingressos, que engrossava desde as 17:00, refletia a fidelidade e o carinho do público mato-grossense por ‘sua’ Orquestra e também a ótima cobertura da imprensa estadual, com ótimas matérias publicadas nos principais jornais do Estado. Para completar, a TVCA (TV Globo) nos deu a honra da visita para fazer uma matéria especial sobre a primeira metade da viagem e os resultados alcançados. O reporter Renato entrevistou vários músicos e pessoas que estavam na fila. Ficaram até o final do concerto, registrando toda a apresentação. É muito especial para a Orquestra do Estado contar com este apoio irrestrito da imprensa do Estado. Todos perceberam os objetivos sociais da Orquestra e tem lutado conosco para construir uma instituição sólida, para ‘além dos mandatos’ políticos. Credito este apoio como um dos grandes responsáveis pelo sucesso da iniciativa e pela inserção que hoje a Orquestra tem na sociedade mato-grossense e brasileira.
O concerto foi especial. Muito entrosamento entre os músicos e energia total. Conversei muito com a platéia e fiz uma breve balanço da turnê até o momento. Dediquei, em nome de todos os músicos da Orquestra, o concerto à minha mulher Lúcia e a todas as mulheres e familiares que compreenderam nossa longa ausência para levar a música de Villa-Lobos para o Brasil. Sem o apoio delas, nós não conseguiríamos levar isso adiante. Mesmo distantes, são elas quem nos dão forças e vitalidade para tocar sempre com paixão e entusiasmo.
O público mato-grossense, razão de existir da Orquestra do Estado de Mato Grosso, mais uma vez prestigiou a Orquestra lotando o teatro e aplaudindo com muita vibração. Obrigado a todos. É por vocês e para vocês que procuramos levar o melhor de Mato Grosso para todo o Brasil, buscando construir uma imagem mais positiva (e realista) do nosso Estado. Com isso, buscamos contribuir também para a construção de um país mais justo, onde todas as pessoas possam ter acesso ao alimento básico da existência humana: amor, emoção, vibração, tudo isso em forma de sons e música.
Já chegamos em Campo Grande (MS) para um concerto hoje à noite. Amanhã as 05:00 da manhã seguiremos para Palmas (TO). Ufa .....
Goiânia (GO)
(Leandro) Tínhamos uma grande expectativa para o concerto em Goiânia. Cidade com público exigente, acostumado a ouvir boa música de concerto, e um grande número de músicos profissionais que sabíamos que estariam presentes no concerto. Além disso, terra natal do nosso spalla Luciano Pontes e do violinista William Isaac. Queriamos fazer o melhor.
Chegamos às 17:00 para um ensaio preliminar. Precisávamos fazer alguns ajustes e reparar algumas ‘traições da memória’, aquelas pequenas imperfeições que se enraízam ‘feito grama tiririca’ (como dizia o saudoso João Pacifico, ‘as folhas verdes se arrancam, mas a raiz sempre fica’). Ajustamos o posicionamento da Orquestra, o praticável, e já estávamos prontos para começar. Ops ... faltavam os instrumentos, ou melhor, o contrabaixo, um dos violoncelos e toda a percussão, parte do instrumental que viaja sempre pela carga da TAM. Neste caso específico, em se tratando de uma curta distância, o Sesc DF optou por despachar a carga por transporte terrestre. A logística previa que tudo estaria em Goiânia logo no início da tarde.
O drama começou quando chegamos no teatro e terminou 40 minutos depois do horário previsto para o início do concerto (20:00). O teatro estava lotado, muita gente para fora, e o clima estava tenso. A Fernanda, técnica do Sesc GO, subiu ao palco e pediu desculpas pela demora. Nesta altura, tinhamos dúvidas se realmente os instrumentos chegariam em tempo, tantas eram as informações ‘truncadas’ que recebíamos. Tentamos manter a calma até que os mesmos chegassem.
Nosso percussionista Alex Teixeira bateu recorde de montagem de equipamento, carinhosamente ajudado pelo Zevang (José Evangelista), enquanto o Carlão esquentava os dedos bem em frente às mais de 400 pessoas que estavam alí. Subímos no palco exatamente às 21:00, com uma hora de atraso, para um concerto memorável, talvez o melhor de toda a turnê, até o momento. Todos entramos ‘em campo’ para ganhar o campeonato. A energia fluiu com ‘violência’. Muita garra, muita expressão, todos totalmente devotados ao ‘fazer’ musical. Foi marcante. O público respondeu com muita vibração e voltamos ao palco por 3 vezes para o bis. Não fosse o ‘adiantado’ da hora, teríamos feitos outros tantos. Obrigado Goiânia pelo carinho e pela noite especial que vivemos. Esperamos voltar muito em breve.
PS: Fomos matéria de capa do maior jornal do Estado de Goiás, “O Popular”, com uma excelente matéria escrita pelo jornalista Edson Vander. Parabéns Edson pelo texto impecável e obrigado pelo destaque.
Chegamos às 17:00 para um ensaio preliminar. Precisávamos fazer alguns ajustes e reparar algumas ‘traições da memória’, aquelas pequenas imperfeições que se enraízam ‘feito grama tiririca’ (como dizia o saudoso João Pacifico, ‘as folhas verdes se arrancam, mas a raiz sempre fica’). Ajustamos o posicionamento da Orquestra, o praticável, e já estávamos prontos para começar. Ops ... faltavam os instrumentos, ou melhor, o contrabaixo, um dos violoncelos e toda a percussão, parte do instrumental que viaja sempre pela carga da TAM. Neste caso específico, em se tratando de uma curta distância, o Sesc DF optou por despachar a carga por transporte terrestre. A logística previa que tudo estaria em Goiânia logo no início da tarde.
O drama começou quando chegamos no teatro e terminou 40 minutos depois do horário previsto para o início do concerto (20:00). O teatro estava lotado, muita gente para fora, e o clima estava tenso. A Fernanda, técnica do Sesc GO, subiu ao palco e pediu desculpas pela demora. Nesta altura, tinhamos dúvidas se realmente os instrumentos chegariam em tempo, tantas eram as informações ‘truncadas’ que recebíamos. Tentamos manter a calma até que os mesmos chegassem.
Nosso percussionista Alex Teixeira bateu recorde de montagem de equipamento, carinhosamente ajudado pelo Zevang (José Evangelista), enquanto o Carlão esquentava os dedos bem em frente às mais de 400 pessoas que estavam alí. Subímos no palco exatamente às 21:00, com uma hora de atraso, para um concerto memorável, talvez o melhor de toda a turnê, até o momento. Todos entramos ‘em campo’ para ganhar o campeonato. A energia fluiu com ‘violência’. Muita garra, muita expressão, todos totalmente devotados ao ‘fazer’ musical. Foi marcante. O público respondeu com muita vibração e voltamos ao palco por 3 vezes para o bis. Não fosse o ‘adiantado’ da hora, teríamos feitos outros tantos. Obrigado Goiânia pelo carinho e pela noite especial que vivemos. Esperamos voltar muito em breve.
PS: Fomos matéria de capa do maior jornal do Estado de Goiás, “O Popular”, com uma excelente matéria escrita pelo jornalista Edson Vander. Parabéns Edson pelo texto impecável e obrigado pelo destaque.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Estrutura Física e Material Humano
Jorge Moura postando...
Comecei esse post com umas fotos que tirei na antena de TV de Brasília a apenas para mostra um pouco de uma cidade que já me deu ótimas experiências em cada festival de música de participei por aqui. Adoro Brasília.
Mas quero falar um pouco de uma observação que fiz após comparar a vida Cultural de Cuiabá com a de várias cidades pelas quais passamos nesta primeira metade da turnê Sonora Brasil.
Sou cuiabano e desde que decidi me tornar músico e participar da vida cultural de Cuiabá sempre participei de grupos que esbarravam na estrutura que muitas vezes é precária em Cuiabá. Falta de espaços culturais, falta de teatros bem equipados (principalmente com pianos, de preferência afinados), falta de oportunidades aos músicos locais e de patrocínio. Já participei de diversos grupos de câmara que acabavam após o primeiro concerto pois sempre percebíamos que o esforço era demasiado grande para depois não conseguirmos atingir ao grande público por falta de espaço adequado, de verba para a divulgação ou pela simples não-remuneração que nos obrigava a procurar algo mais rentável ou seguro para fazer. O Sesc Arsenal foi uma revolução na vida cultural de Cuiabá pois além de trazer uma programação regular em cultura (em suas diversas vertentes) proporcionou a Cuiabá um teatro que, embora já seja pequeno para o público cuiabano, tinha uma melhor estrutura e qualidade acústica que antes não havia em nenhum teatro de Cuiabá. Lembro que no primeiro ano de funcionamento do Sesc Arsenal, antes da inauguração, eu parecia um "rato do sesc" pois não saia um fim-de-semana de lá sempre procurando nos folders que atrações queria ver. Mas a verdade é que a quantidade que atrações culturais que ocorrem em Cuiabá ainda estão muito aquém do que uma capital deste tamanho necessita e uma prova disso são os concertos lotados que a Orquestra de MT vem apresentando, sendo no mínimo 3 por mês e que, mesmo assim, algumas pessoas tenham que ficar de fora pela falta de espaço no teatro do Sesc às vezes brigando por ingresso.
O que percebi em cidades do interior de Santa Catarina, Parana e Rio Grande do sul é que o Sesc tem uma presença muito forte sendo, muitas vezes, o mais importante centro cultural da cidade e fiquei impressionado com a qualidade de muitas salas pelas quais passamos. Muitas vezes esperávamos tocar em locais totalmente despreparados e encontravamos salas de concerto que são de longe, melhores e muito maiores que qualquer um de Cuiabá, que é uma capital. E, o mais estranho é que, conversando com algumas pessoas, descobrimos que muitas salas dessas ficam por muito tempo sem apresentação simplesmente pela falta de atrações ou de público, ou seja há um investimento na estrutura que muitas vezes não acompanha o investimento no material humano.
Acredito que se tivéssemos uma estrutura melhor em Cuiabá poderíamos ter uma vida cultural que é digna de uma capital do seu tamanho pois com muito pouco recursos já conseguimos um desenvolvimento e envolvimento gigantesco do público que sempre prestigiam a orquestra. E este investimento não serviria só para o desenvolvimento desta orquestra mas para o surgimento de outros grupos de câmara, bandas e por que não, outras orquestras, afinal, público é o que não falta. Sábado estaremos de novo em Cuiabá e domingo faremos um concerto (graças a Deus, matar a a saudade da minha noiva hehe, Carolyne, te amo) e não imagino como vai ser a briga pelos poucos ingressos que estarão disponíveis para apenas um dia de apresentação do Sesc Arsenal.
O material humano já temos, uma orquestra com músicos profissionais dispostos a dar um show e um público cheio de espectativa, mas tudo seria lindo se tivéssemos uma estrutura à altura. Bom, mas um dia terá. Falou um Cuiabano que adora Cuiabá.
Aeroporto Porto Alegre
Jorge Moura postando...
Ola galera que curte o blog do sonora, estou bem atrasado mas queria postar esse registro do acontecimento que foi a passagem da orquestra de Mato Grosso pelo aeroporto de Porto Alegre onde ficamos praticamente o dia inteiro esperando por um voô que foi cancelado, adiado e quase perdido devido ao caos que acontecia no mesmo devido ao clima fechado em Porto Alegre. Sorte que não tínhamos concerto no mesmo dia ou já o teriamos perdido. Alguns músicos pegaram uma canga da Camila (com a bandeira do Brasil), juntaram alguns instrumentos e tocaram o hino nacional em meio às intermináveis filas de check-in e pessoas revoltadas pela demora na liberação das decolagens o que acabou por chamar a atenção de todo o aeroporto e repórteres locais. A cena toda foi poderosa e ao mesmo tempo divertida, um protesto pacífico e sem palavras que demostra como a música tem um poder que está além das diferenças. As pessoas aplaudiam tanto a música quanto a atitude. Mais uma cena que vai ficar para a história da Orquestra de MT e do Sonora Brasil.
Concerto em Ceilandia BSB
Eu me levanto agora e aplaudo o Maestro Leandro Carvalho por tudo que ele escreveu relacionado ao nosso concerto no Sesc em Ceilandia, foi visível a estrutura construida pelo Sesc nas imediações da Ceilandia, realmente uma obra magistral que certamente proporciona ganhos inestimáveis para a População local, agora é preciso com urgencia que as autoridades inicirem um trabalho de conscientização e de educação cultural com a população local para que eles mesmos possam usufruir com destreza de tudo que é oferecido pelo sesc como por exemplo: Precisam de instruções sobre como se portar dentro de um teatro, de como receber um espetáculo que visita o teatro do Sesc, até mesmo precisam de instruções sobre preservar o patrimonio que la existe, as autoridades locais precisam fazer com o que eles entendam a importancia e o privilégio que é para eles ter em suas imediações uma obra com tamanha envergadura social como a do Sesc. Ao final do concerto eu tive uma grata surpresa, a lataria da parte de trás do meu carro estava nitidamente aberta, certamente por uma faca ou um objeto pontiagudo, mas isto é irrelevante, o prazer de fazer música e a tentativa de fazer um trabalho de integração social através da musica de Villa Lobos supera tudo isso..
PARABENS PARA O SESC PELA ESTRUTURA ENCONTRADA EM CEILANDIA.. PARABENS PARA A EQUIPE TÉCNICA QUE ESTEVE SIMPLESMENTE IRRETOCÁVEL
LUCIANO PONTES
Spalla - Orquestra do Estado de Mato Grosso
PARABENS PARA O SESC PELA ESTRUTURA ENCONTRADA EM CEILANDIA.. PARABENS PARA A EQUIPE TÉCNICA QUE ESTEVE SIMPLESMENTE IRRETOCÁVEL
LUCIANO PONTES
Spalla - Orquestra do Estado de Mato Grosso
Assinar:
Postagens (Atom)

















