sábado, 28 de junho de 2008

Boa Vista (RR)

(Leandro) Mais uma surpresa maravilhosa na região Norte do Brasil. Desta vez foi em Boa Vista, capital do Estado de Roraima. Localizada próxima da fronteira com a Guiana Inglesa (aproximadamente 90 km) e da Venezuela (150 km), ficamos impressionados com o planejamento urbanístico da cidade. Logo que chegamos, fomos almoçar às margens do Rio Branco, numa belíssima estrutura turística chamada de ‘orla’. Nas caminhadas pelas redondezas, a educação no trânsito também chamou a atenção: os motoristas param para as pessoas atravessarem a rua na faixa de pedestres. Incrível!

Fomos muito bem recebidos pela Karla, coordenadora de cultura do Sesc, que desde o início mostrou-se segura e ‘senhora’ da situação. Logo recebi a agenda de entrevistas para a imprensa e as informações logísticas sobre os trabalhos na cidade. O pouco tempo que permanecemos na cidade foi suficiente para utilizarmos praticamente todos os canais disponíveis. Ressalto aqui duas entrevistas que dei para as rádios ‘Roraima’, para o Gilberto, e para a 94 FM Tropical, no programa ’30 minutos com Consuelo Oliveira’. Fiquei impressionadíssimo com a inteligência, preparo e cultura geral destes jornalistas. Um nível de diálogo altíssimo, refinado, abordando temas interessantes e polêmicos. Seriedade e profissionalismo poucas vezes vistos na impresa brasileira. E estamos falando de rádios comerciais!

A Rede Globo fez uma cobertura antes, durante e depois do concerto! Hoje, quando chegamos no aeroporto para embarcar para Manaus, estava passando na televisão, no jornal RRTV primeira edição, uma bela matéria sobre o concerto da Orquestra em Rio Branco. Fantástico! Para completar, ainda hoje, pela manhã, no dia seguinte ao concerto, fui ao programa de rádio do Paulo, também diretor de cultura do Sesc, para fazer um ‘balanço’ sobre o concerto da noite anterior. È assim que se trabalha! Parabéns!

O trabalho de comunicação do Sesc foi excelente, expandindo sua atuação através de estratégias pouco comuns. Além do corpo a corpo com jornais impressos, rádios e TVs (com ótimo resultado), a equipe se organizou para telefonar para um longo cadastro convidando cada pessoa. Esta lista inclui pessoas influentes que estão numa posição de mobilizar a comunidade, espalhando a notícia e reproduzindo o convite. Foram impressos cartazes e filipetas que, nitidamente, estavam bem distribuídos em locais estratégicos.

O Palácio das Artes lotou na noite de sexta-feira. Vejam que o “Arraial das Três Nações”, a maior festa popular do Estado de Roraima, que atrai diariamente mais de 30 mil pessoas, estava no seu penúltimo dia e em nada prejudicou o espaço do Sonora Brasil na imprensa, nem o fluxo de pessoas ao teatro. Digo isso por que acabo de ouvir aqui em Manaus, onde acabamos de chegar, que a Festa de Parintins (municipio distante ‘uma hora de barco’ de Manaus) impede que a imprensa dê maior espaço ao Sonora Brasil e que, eventualmente, isso prejudique o interesse do público pelo concerto que faremos amanhã. Já estou preocupado ...

Voltando à Boa Vista, quase 1.000 pessoas foram ao Teatro, sendo que muitas delas, infelizmente, não conseguiram entrar e acabaram voltando para casa ou ‘ouvindo’ o concerto do lado de fora. Tivemos a honra em ter o presidente da FECOMERCIO de RR fazendo o disurso de abertura do concerto. A energia do público estava intensa e, como sempre, isso acaba contagiando a Orquestra. O concerto foi ótimo e o público se emocionou. Depois do bis, um grande número de pessoas subindo no palco para conhecer os músicos da Orquestra mais perto. Conhecemos pessoas interessantes e ouvimos coisas positivas sobre o desenvolvimento do Estado, especialmente na área cultural e educacional.

Parabéns a Karla e toda sua equipe. O trabalho que vocês desenvolveram foi excelente. Desejamos sucesso nas outras etapas do Sonora Brasil!

Palácio da Cultura - Boa Vista (RR)

Concerto em Macapá (Amapá)

Para a Orquestra do Estado de Mato Grosso foi uma grande satisfação apresentar um concerto para o público Amapaense, que realmente foi ao teatro com a única intenção de ouvir música, fomos completamente envolvidos pela energia e pelo calor do público local propiciando a nós a realização de um exelente concerto. Parabéns ao público Amapaense, por saber apreciar e valorizar nosso concerto, parabéns ao produtor local (Bebeto) e a sua equipe que brilhantemente nos serviram durante nossa passagem pela cidade. Deixo aqui meus incentivos ao governo local para a criação de uma orquestra profissional na cidade, de uma ótima escola de música pois acredito que a Música pode ser uma exelente forma de inclusão social e pode estar presente com grande força na educação básica de uma criança, alem de poder divulgar e difundir a cultura musical da região. Um teatro de grande porte o Amapá ja tem, um público espetacular que sabe apreciar e valorizar música o Amapá também ja tem.. entao o que ainda esta faltando sem dúvidas é o Governo local presentear a sociedade com uma orquestra, e com uma gama de atividades culturais ainda maior do que a ja existente nesta cidade..



Luciano Pontes-spalla - ORQUESTRA DO ESTADO DE MATO GROSSO

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Um concerto do meio do mundo

(Leandro) Em Macapá, estávamos próximos ao Oiapoque e à fronteira com a Guiana Francesa. Ali, vivemos uma experiência especial que pode servir de exemplo após tantas reflexões a respeito de logística e gestão. O primeiro sintoma do êxito da passagem da Orquestra pelo Estado pôde logo sentir-se ao conhecermos o técnico Bebeto e sua equipe, todos claramente envolvidos com a produção do Sonora Brasil. A comunicação local foi excepcional: demos entrevistas para 6 rádios locais (com abrangência intermunicipal), para 5 televisões (TV Globo, SBT, Record, Rede TV e Amazon Sat) e fomos matérias de destaque de todos os jornais do Estado. A cidade estava mobilizada em torno do concerto. O local escolhido não poderia ser melhor, o belo Teatro das Bacabeiras, no centro da cidade, com entrada franca. Aspectos técnicos totalmente solucionados, ou seja, tudo certo com os praticáveis para os sopros, cadeiras, banco do contrabaixo e iluminação. Chegamos com antecedência ao teatro, todos os instrumentos já estavam disponíveis, nos preparamos com calma e aguardamos ansiosos a chegada do público.

Mais de 700 pessoas lotaram o Teatro para uma noite inesquecível. Público caloroso e ansioso por boa música. A informação é que seríamos praticamente a primeira Orquestra a se apresentar ali (ninguém se lembrava de outra, salvo uma orquestra alemã não identificada que o técnico do teatro disse ter passado por ali há muitos anos). A Orquestra se contaminou desta energia e tocou pra valer! Depois do concerto, o público ‘inavadiu’ o palco, a nosso convite, para conhecer mais de perto os músicos e seus instrumentos. Várias TVs também registravam o concerto e pediram entrevistas para todos nós após o término da apresentação. Ouvimos comentários maravilhosos de pessoas extremamente carinhosas que mostravam-se muito emocionadas com a música que tinham acabado de ouvir.

Nada mais a dizer, a não ser elogiar o trabalho do Sesc Amapá e de todas as pessoas envolvidas. Parabéns a todos e obrigado pelos momentos especiais que vivemos. Espero muito, um dia, retornar ao Amapá!

Teatro das Bacabeiras (AP)



















Mercado Central de Macapá







Fortaleza de São José - Macapá (AP)

“A Fortaleza de São José de Macapá localiza-se numa ponta de terra à margem esquerda do rio Amazonas, na antiga Província dos Tucujus, atual cidade de Macapá, no Estado do Amapá. A sua construção empregou, além de oficiais e soldados, canteiros, artífices e operários negros e indígenas. Eram pagos 140 réis diários aos negros contra apenas quarenta réis para os índios. A inauguração da fortaleza aconteceu em 1782”.





Foto-protesto



Os pobres do hemisfério sul imploram pelo fim dos subsídios agrícolas dados pelos governos dos países ricos aos produtores.

Linha do Equador



Casa Brasil e Cultura Viva

(Leandro) Nesta noite de terça-feira, conheci o Jojoca, sociólogo de formação com atuações em diversos setores do poder público, que hoje administra a ‘Casa Brasil – Conhecimento e Cidadania’. O projeto é uma iniciativa do Governo Federal, através do Ministério de Ciência e Tecnologia e CNPQ, em parceria com as prefeituras. Para a implantação de uma unidade da Casa Brasil em Santana, foi reformada uma ampla estrutura pública para adequá-la ao projeto que prevê o funcionamento de uma biblioteca, salas de aula, salas para computadores conectados à internet, auditório e palco aberto. Isso foi feito em 2004 e desde então o projeto funciona ‘de verdade’ e oferece cursos profissionalizantes e atividades culturais ‘formadoras’ para a população. Tudo sempre ‘de graça’. É interessante como funciona o projeto do ponto de vista gestacional: o prefeito recebe recursos do CNPQ em sua conta ‘Pessoas Física’ e os executa como se fora um pesquisador credenciado. São R$ 60.000,00 por ano para serem investidos nas atividades da Casa Brasil. A prestação de contas é apresentada em nome do próprio prefeito que se assegura que os recursos são empregados com lisura para não comprometer seu nome. No caso de Santana, a Casa Brasil tem ainda recursos assegurados dentro do orçamento público do município, conferindo-lhe um plano de sustentabilidade que permite ações educacionais transformadoras.

Este é um ponto importante a ser ressaltado, que pode servir como ‘lição de sustentabilidade’ a outros projetos, especialmente o programa ‘Cultura Viva’ do MINC. Uma das falhas graves deste programa é a falta de sustentabilidade conferida aos ‘Pontos de Cultura’. A maioria destes ‘pontos’ recebeu um recurso inicial de R$ 150.000,00 para a implantação de atividades inovadoras e com grande potencial de geração de emprego (como cursos profissionalizantes para técnicos de áudio, vídeo, operadores de som, editores de vídeo e outras profissões relacionadas à cadeia produtiva da cultura) suficiente para dois anos e meio de trabalho. Estes ‘pontos’ selecionados também receberam equipamentos de áudio e vídeo no inicio do projeto.

Depois de executado o contrato entre estas associações, e contas prestadas, não se teve mais nenhuma informação do Ministério a respeito da continuidade desta parceria entre Governo Federal e Terceiro Setor. Muitos jovens que viram no programa uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional tiveram que ser ‘dispensados’ pela interrupção dos cursos. No entanto, o MINC continuou o processo de seleção de novos pontos, ampliando para alguns milhares o total participante, e sempre contabilizando os primeiros ‘pontos’ selecionados que hoje lutam para não desaparecer.

Os números podem impressionar, mas seria melhor dar continuidade ao apoio inicial, fortalecendo as instituições e permitindo-as a concluírem um processo educacional iniciado com uma parcela carente da população e prematuramente interrompido. O Ministro Gil tem mais dois anos e meio pela frente. Espero que ele, juntamente com seu Secretário Célio Turino, possa dar um direcionamento mais adequado a um dos melhores e mais sensatos projetos públicos para a área cultural já implantado no Brasil. O Cultura Viva pode ser o mais importante legado do Ministro e do Presidente Lula. Basta a revisão da execução das idéias iniciais e espírito público dos seus gestores para suportar as pressões políticas. É melhor fazer pouco e bem feito do que ceder aos números. Ao final do mandato, apresentar um relatório bonito, cheios de ‘zeros’, poderá impressionar, mas não fará nenhum bem ao Brasil.

Santana (AP)

(Leandro) Santana é um município do interior do Amapá. A cidade carece de infra-estrutura básica e sua população tem pouco acesso ao conhecimento e a educação. O acesso a bens culturais também é extremamente limitado. Algumas pessoas, ou melhor, alguns heróis vêm trabalhando para reverter este quadro, a maioria ligada aos poderes públicos e ao terceiro setor.

Foi a primeira vez que uma orquestra se apresentou no município de Santana. Em parceria com a Casa Brasil, optamos por fazer o concerto no salão principal, apesar do calor e da acústica precária. O público foi chegando, tímido, com um kilo de alimento na mão. Pessoas muito simples que lançaram-se nesta ‘aventura’ de sair de casa e ir a Casa Brasil assistir uma orquestra.

Pouco antes do início, pedimos para que as luzes especialmene colocadas para a ocasião fossem desligadas. O calor estava causticante. As cordas cedendo, os arcos sem pressão e atrito, os sopros com a afinação subindo. Vencido este problema, fomos apresentados ao público de Santana pelo Bebeto, técnico do Sesc, que conquistou todos nós com suas idéias e empenho sem limites para fazer as coisas darem certo. Comecei apresentando os instrumentos musicais e busquei fazer um concerto mais ‘didático’. Falei muito sobre Villa-Lobos, sua vida, seu pensamento e porque era importante ouvir sempre sua obra. As pessoas adoraram sua música e ficaram emocionadas. Valeu a pena.

Quando o concerto terminou, o Alex me confidenciou que ficava mais emocionado e achava mais importante fazer um concerto em Santana, naquelas condições, do que numa grande sala de concerto numa metrópole qualquer. Acho que foi este o sentimento que predominou no grupo. Vivemos a ‘democratização’ da cultura diariamente. Levar música de concerto para os extremos do país é dificil, muito mais do que fazer um concerto na sala ‘mais importante do mundo’. Acreditem. Os obstáculos internos, de cada um de nós, são os mais ‘altos’. É preciso vencer preconceitos e acreditar muito no Brasil para que todo este esforço não seja em vão. É um exercício diário de altruísmo e desprendimento. Uma grande lição que levaremos para toda a vida.

Santana (AP) Casa Brasil






quinta-feira, 26 de junho de 2008

Feliz Aniversário para as nossas 'VIOLAS'



Feliz aniversário para a bela Gliciane e nosso menino Kadu!


Equipe de produção Orquestra do Estado de Mato Grosso.

Milton Nakamoto / Magna Domingos / Laura Montes / Paula Naves / Elton Rivas, Protásio Morais / Alan Ojeda / Juliana Motta

terça-feira, 24 de junho de 2008

Desabafo

Há tempo que gostaria de comentar essa passagem do blog. Em uma das postagens do Luciano Pontes, relata a emoção de um senhor da platéia, veja abaixo:

' Em Vitória também fizemos um concerto espetacular, ficamos hospedados na Praia Camburi, o teatro era belíssimo e o publico simplesmente ESPETACULAR!! Ao final da obra ''Bachianas Brasileiras 04'' do Villa, um senhor gritava eufórico na Platéia: ''EU ME SINTO MAIS BRASILEIRO MAESTRO!! EU ME SINTO MAIS BRASILEIRO MAESTRO!!''... Esta é a ocasião mais prazerosa que um artista pode encontrar e vivenciar, quando ele ouve e sente que a sua interpretação tocou o público de alguma forma. ’

A Orquestra está resgatando o sentimento de brasilidade, de nacionalidade em seu povo, por meio da música de Villa-Lobos, ou seja, "Eu me sinto mais brasileiro" é um sentimento de reivindicação de propriedade. É como se ele estivesse dizendo, eu mereço ver, ouvir e sentir essa orquestra. O meu país está me oferecendo o melhor de sua essência, de sua originalidade com alcance universal. A sensação que tenho é que este senhor está dizendo - tive oportunidade de ver e sentir algo verdadeiro e bom, despertando-me o orgulho de ser deste lugar, de ter nascido nessa terra, neste país. "Sinto-me mais brasileiro maestro".

Apesar do cansaço de nossos bravos músicos, agora na parte mais esquecida do país, esses guerreiros levam alegria a alma desses nossos irmãos brasileiros, que habitam no Norte. Lugar onde o acesso e comunicação são suas principais dificuldades. Uma região de área muito extensa. As viagens não são medidas por quilometragem e sim por horas ou dias. Uma região que chove seis meses e tem seca no resto do ano. Uma variante de poeira e atoleiro. Horas de barco, ponte que cai, celular que não pega, internet a rádio, recursos escassos, custo amazônico caríssimo. Uma região sem olhar do poder público, que sente o peso das mãos larápias dos interesses internacionais. Ainda bem que a Orquestra do Estado de Mato Grosso, que tem muito mais desse Norte, do que do Centro leva para o povo brasileiro um acalento para suas vidas, alegrando suas almas, com música de qualidade, tornando-nos mais brasileiros como disse o moço de Vitória e mais orgulhosos.

Para nós que trabalhamos na Orquestra do Estado está sendo um prazer acompanhar essa trajetória. Uma verdadeira saga. Sabemos das dificuldades, mas é possível avaliar e dimensionar a importância do projeto Sonora Brasil para o país. Boa iniciativa do Sesc. Melhor ainda quando encontramos pessoas envolvidas. Lugares adequados são importantes, mas quando tem o envolvimento local, as coisas fluem com mais leveza e as dificuldades tornam-se pequenas. Como diz o poeta "Tudo vale a pena se a alma não é pequena".

É isso ai... um grito de desabafo pelos transtornos desnorteados vividos nos últimos dias. Vamos tocar... porque "Essa Orquestra é Nossa!" Temos sempre que tentar fazer alguma diferença para justificar nossa atuação no cenário cultural do estado e do país.

Magna Domingos

Fotos!!





segunda-feira, 23 de junho de 2008

Chegada em Macapá


Depois de saírmos da terra do Tacacá



Chegamos a Macapá... Capital do Amapá... Bá

Rio Branco (AC)

(Leandro) Bom concerto em Rio Branco. Teatro pequeno, intimista, em formato de arena. Público envolvido, atencioso e educado. Uma atmosfera única que ainda não haviamos vivido nesta turnê. Muita gente veio conversar conosco depois do concerto e ouvimos muito a respeito da revolução que o Acre passou nos últimos anos, tanto do ponto de vista urbanístico, como cultural. Percebe-se a auto-estima elevada do povo acreano. As pessoas tem orgulho do seu Estado e o poder público vem fazendo sua parte na recuperação do patrimônio histórico da capital. Caminhamos no domingo de manhã pelo centro, fomos ao mercado central e conhecemos alguns pontos históricos recuperados recentemente. A cidade impressionou a todos pela limpeza, organização, prédios históricos recuperados e povo amistoso. Muito bom.

Soube de projetos consistentes na área musical, inclusive do concurso para professores de música em nível superior. O curso de música da Universidade Federal está se estruturando e procura professores qualificados. Existe muita gente cheia de energia e vontade de fazer coisas sérias, pensando no desenvolvimento em longo prazo da sua população. O Acre pode se tornar um centro irradiar de cultura e conhecimento, numa localização geográfica estratégica para o Brasil. Vou torcer e fazer o que estiver ao meu alcance para apoiá-los nesta jornada. Obrigado Derivaldo, técnico do Sesc, pelo empenho e profissionalismo.

PS: Sobre a epopéia aérea, saímo do Hotel as 11:30, logo após o concerto, para um voô que partiria de Rio Branco à 1:00 da manhã. Chegamos em Brasilía as 6:00, embarcamos para Macapá, com escala em Belém do Pará, às 10:20 para chegar no Hotel San Marino na capital do Amapá às 14:30. Mais uma viagem de 15 horas e uma noite em claro.

Rio Branco (AC) Teatro de Arena





Chegada em Macapá .... com surpresas...

Acabamos de chegar na cidade de Macapá, capital do Estado de Amapá, praticamente estamos sem dormir pois logo que terminamos o concerto ontem em Rio Branco ja fomos rapidamente para o Hotel fazer as malas e posteriormente fomos direto para o Aeroporto de Rio Branco para seguir até Macapá com escala em Brasilia para variar.. hehehehehhe... entao estamos muito cansados neste momento, hoje chegamos no nosso limite físico, e ainda tivemos duas surpresas negativas, a primeira é que havia uma vã com capacidade para 22 pessoas para nos transportar com nossas malas para o hotel, o que é INVIÁVEL!! Então tivemos que deixar nossas malas no Aeroporto, com um sujeito do SESC vigiando enquanto prosseguíamos para o Hotel para adiantar o check-in, e a segunda surpresa negativa é que os instrumentos da Orquestra que geralmente embarcam no mesmo voo que os músicos, só chegarão a Macapá amanha pela tarte poucas horas antes do início do concerto, entao só nos resta esperar e orar para que o aeroporto nao feche, ou para que o voo não atrase, por que se isso acontecer será muito difícil a realização do concerto em Macapá sem os intrumentos de percussão, sem o cello do David Gardner, e sem o Baixo do Carlão.


Enfim... todoS nós sabemos da capacidade das pessoas envolvidas diretamente e indiretamente nesta turnè, são pessoas altamente capacitadas e muito bem preparadas, por isso me estranha um pouco esta sucessão de erros ou acredito ser mal entendidos que vem acontecendo nesses últimos dias, referentes à chegada dos instrumentos em cima da hora do concerto, passagens agendadas em outras datas para um grupo de músicos, fazendo com que eles tenham que embarcar separados da orquestra e ainda correr o risco de nao encontrar voos para remarcar suas passagens, viajens de mais de oito horas de onibus no mesmo dia do concerto, envio de um MICRO ONIBUS com capacidade para 22 pessoas para buscar os musicos e suas malas no aeroporto... Gostaria de esclarecer que esta crônica foi escrita aqui apenas por uma grande preoucpação que tenho de a qualquer momento um concerto ser cancelado por algum tipo de erro, e tambem para que tais erros nao se repitam pois eles só desgastam mais nosso estado físico e psicológico que se torna naturalmente vulnerável quando se tem uma sequencia de erros que podem atingir diretamente a realização de algum espetáculo nesta grande série que é o Sonora Brasil.


Grande abraço a todos, e parabenizo todos envolvidos neste projeto pelo empenho na realização do mesmo, eu sei o quanto é difícil colocar na prática um projeto com tamanha magnitude como o Sonora Brasil, e ja passamos da metade da turnè, e até agora realizamos todos os concertos, mesmo com alguns obstáculos que enfretamos pela tragetória, mas temos orgulho de ter feito com muito empenho e satisfação todos os concertos da turnè até o presente momento.

Luciano Pontes-spalla- ORQUESTRA DO ESTADO DE MATO GROSSO

Concerto em Rio Branco - Acre

Entrada do lindo Parque da Maternidade - Rio Branco(Acre)













Palácio do Governo do Estado do Acre












Mais uma parada da OEMT... desta vez foi na bonita cidade de Rio Branco, capital do estado do Acre, o nosso concerto aconteceu no Auditório Arena do Sesc. Pude ver uma cidade limpa, organizada, estruturada e em pleno desenvolvimento, PARABÉNS ao povo de Rio Branco e as atoridades locais por priorizar o verde e conservar tão bem a cidade. Muito obrigado ao povo Rio Branquense pela calorosa receptividade oferecidada à Orquestra do Estado de Mato Grosso.