sexta-feira, 27 de junho de 2008

Fortaleza de São José - Macapá (AP)

“A Fortaleza de São José de Macapá localiza-se numa ponta de terra à margem esquerda do rio Amazonas, na antiga Província dos Tucujus, atual cidade de Macapá, no Estado do Amapá. A sua construção empregou, além de oficiais e soldados, canteiros, artífices e operários negros e indígenas. Eram pagos 140 réis diários aos negros contra apenas quarenta réis para os índios. A inauguração da fortaleza aconteceu em 1782”.





Foto-protesto



Os pobres do hemisfério sul imploram pelo fim dos subsídios agrícolas dados pelos governos dos países ricos aos produtores.

Linha do Equador



Casa Brasil e Cultura Viva

(Leandro) Nesta noite de terça-feira, conheci o Jojoca, sociólogo de formação com atuações em diversos setores do poder público, que hoje administra a ‘Casa Brasil – Conhecimento e Cidadania’. O projeto é uma iniciativa do Governo Federal, através do Ministério de Ciência e Tecnologia e CNPQ, em parceria com as prefeituras. Para a implantação de uma unidade da Casa Brasil em Santana, foi reformada uma ampla estrutura pública para adequá-la ao projeto que prevê o funcionamento de uma biblioteca, salas de aula, salas para computadores conectados à internet, auditório e palco aberto. Isso foi feito em 2004 e desde então o projeto funciona ‘de verdade’ e oferece cursos profissionalizantes e atividades culturais ‘formadoras’ para a população. Tudo sempre ‘de graça’. É interessante como funciona o projeto do ponto de vista gestacional: o prefeito recebe recursos do CNPQ em sua conta ‘Pessoas Física’ e os executa como se fora um pesquisador credenciado. São R$ 60.000,00 por ano para serem investidos nas atividades da Casa Brasil. A prestação de contas é apresentada em nome do próprio prefeito que se assegura que os recursos são empregados com lisura para não comprometer seu nome. No caso de Santana, a Casa Brasil tem ainda recursos assegurados dentro do orçamento público do município, conferindo-lhe um plano de sustentabilidade que permite ações educacionais transformadoras.

Este é um ponto importante a ser ressaltado, que pode servir como ‘lição de sustentabilidade’ a outros projetos, especialmente o programa ‘Cultura Viva’ do MINC. Uma das falhas graves deste programa é a falta de sustentabilidade conferida aos ‘Pontos de Cultura’. A maioria destes ‘pontos’ recebeu um recurso inicial de R$ 150.000,00 para a implantação de atividades inovadoras e com grande potencial de geração de emprego (como cursos profissionalizantes para técnicos de áudio, vídeo, operadores de som, editores de vídeo e outras profissões relacionadas à cadeia produtiva da cultura) suficiente para dois anos e meio de trabalho. Estes ‘pontos’ selecionados também receberam equipamentos de áudio e vídeo no inicio do projeto.

Depois de executado o contrato entre estas associações, e contas prestadas, não se teve mais nenhuma informação do Ministério a respeito da continuidade desta parceria entre Governo Federal e Terceiro Setor. Muitos jovens que viram no programa uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional tiveram que ser ‘dispensados’ pela interrupção dos cursos. No entanto, o MINC continuou o processo de seleção de novos pontos, ampliando para alguns milhares o total participante, e sempre contabilizando os primeiros ‘pontos’ selecionados que hoje lutam para não desaparecer.

Os números podem impressionar, mas seria melhor dar continuidade ao apoio inicial, fortalecendo as instituições e permitindo-as a concluírem um processo educacional iniciado com uma parcela carente da população e prematuramente interrompido. O Ministro Gil tem mais dois anos e meio pela frente. Espero que ele, juntamente com seu Secretário Célio Turino, possa dar um direcionamento mais adequado a um dos melhores e mais sensatos projetos públicos para a área cultural já implantado no Brasil. O Cultura Viva pode ser o mais importante legado do Ministro e do Presidente Lula. Basta a revisão da execução das idéias iniciais e espírito público dos seus gestores para suportar as pressões políticas. É melhor fazer pouco e bem feito do que ceder aos números. Ao final do mandato, apresentar um relatório bonito, cheios de ‘zeros’, poderá impressionar, mas não fará nenhum bem ao Brasil.

Santana (AP)

(Leandro) Santana é um município do interior do Amapá. A cidade carece de infra-estrutura básica e sua população tem pouco acesso ao conhecimento e a educação. O acesso a bens culturais também é extremamente limitado. Algumas pessoas, ou melhor, alguns heróis vêm trabalhando para reverter este quadro, a maioria ligada aos poderes públicos e ao terceiro setor.

Foi a primeira vez que uma orquestra se apresentou no município de Santana. Em parceria com a Casa Brasil, optamos por fazer o concerto no salão principal, apesar do calor e da acústica precária. O público foi chegando, tímido, com um kilo de alimento na mão. Pessoas muito simples que lançaram-se nesta ‘aventura’ de sair de casa e ir a Casa Brasil assistir uma orquestra.

Pouco antes do início, pedimos para que as luzes especialmene colocadas para a ocasião fossem desligadas. O calor estava causticante. As cordas cedendo, os arcos sem pressão e atrito, os sopros com a afinação subindo. Vencido este problema, fomos apresentados ao público de Santana pelo Bebeto, técnico do Sesc, que conquistou todos nós com suas idéias e empenho sem limites para fazer as coisas darem certo. Comecei apresentando os instrumentos musicais e busquei fazer um concerto mais ‘didático’. Falei muito sobre Villa-Lobos, sua vida, seu pensamento e porque era importante ouvir sempre sua obra. As pessoas adoraram sua música e ficaram emocionadas. Valeu a pena.

Quando o concerto terminou, o Alex me confidenciou que ficava mais emocionado e achava mais importante fazer um concerto em Santana, naquelas condições, do que numa grande sala de concerto numa metrópole qualquer. Acho que foi este o sentimento que predominou no grupo. Vivemos a ‘democratização’ da cultura diariamente. Levar música de concerto para os extremos do país é dificil, muito mais do que fazer um concerto na sala ‘mais importante do mundo’. Acreditem. Os obstáculos internos, de cada um de nós, são os mais ‘altos’. É preciso vencer preconceitos e acreditar muito no Brasil para que todo este esforço não seja em vão. É um exercício diário de altruísmo e desprendimento. Uma grande lição que levaremos para toda a vida.

Santana (AP) Casa Brasil






quinta-feira, 26 de junho de 2008

Feliz Aniversário para as nossas 'VIOLAS'



Feliz aniversário para a bela Gliciane e nosso menino Kadu!


Equipe de produção Orquestra do Estado de Mato Grosso.

Milton Nakamoto / Magna Domingos / Laura Montes / Paula Naves / Elton Rivas, Protásio Morais / Alan Ojeda / Juliana Motta

terça-feira, 24 de junho de 2008

Desabafo

Há tempo que gostaria de comentar essa passagem do blog. Em uma das postagens do Luciano Pontes, relata a emoção de um senhor da platéia, veja abaixo:

' Em Vitória também fizemos um concerto espetacular, ficamos hospedados na Praia Camburi, o teatro era belíssimo e o publico simplesmente ESPETACULAR!! Ao final da obra ''Bachianas Brasileiras 04'' do Villa, um senhor gritava eufórico na Platéia: ''EU ME SINTO MAIS BRASILEIRO MAESTRO!! EU ME SINTO MAIS BRASILEIRO MAESTRO!!''... Esta é a ocasião mais prazerosa que um artista pode encontrar e vivenciar, quando ele ouve e sente que a sua interpretação tocou o público de alguma forma. ’

A Orquestra está resgatando o sentimento de brasilidade, de nacionalidade em seu povo, por meio da música de Villa-Lobos, ou seja, "Eu me sinto mais brasileiro" é um sentimento de reivindicação de propriedade. É como se ele estivesse dizendo, eu mereço ver, ouvir e sentir essa orquestra. O meu país está me oferecendo o melhor de sua essência, de sua originalidade com alcance universal. A sensação que tenho é que este senhor está dizendo - tive oportunidade de ver e sentir algo verdadeiro e bom, despertando-me o orgulho de ser deste lugar, de ter nascido nessa terra, neste país. "Sinto-me mais brasileiro maestro".

Apesar do cansaço de nossos bravos músicos, agora na parte mais esquecida do país, esses guerreiros levam alegria a alma desses nossos irmãos brasileiros, que habitam no Norte. Lugar onde o acesso e comunicação são suas principais dificuldades. Uma região de área muito extensa. As viagens não são medidas por quilometragem e sim por horas ou dias. Uma região que chove seis meses e tem seca no resto do ano. Uma variante de poeira e atoleiro. Horas de barco, ponte que cai, celular que não pega, internet a rádio, recursos escassos, custo amazônico caríssimo. Uma região sem olhar do poder público, que sente o peso das mãos larápias dos interesses internacionais. Ainda bem que a Orquestra do Estado de Mato Grosso, que tem muito mais desse Norte, do que do Centro leva para o povo brasileiro um acalento para suas vidas, alegrando suas almas, com música de qualidade, tornando-nos mais brasileiros como disse o moço de Vitória e mais orgulhosos.

Para nós que trabalhamos na Orquestra do Estado está sendo um prazer acompanhar essa trajetória. Uma verdadeira saga. Sabemos das dificuldades, mas é possível avaliar e dimensionar a importância do projeto Sonora Brasil para o país. Boa iniciativa do Sesc. Melhor ainda quando encontramos pessoas envolvidas. Lugares adequados são importantes, mas quando tem o envolvimento local, as coisas fluem com mais leveza e as dificuldades tornam-se pequenas. Como diz o poeta "Tudo vale a pena se a alma não é pequena".

É isso ai... um grito de desabafo pelos transtornos desnorteados vividos nos últimos dias. Vamos tocar... porque "Essa Orquestra é Nossa!" Temos sempre que tentar fazer alguma diferença para justificar nossa atuação no cenário cultural do estado e do país.

Magna Domingos

Fotos!!





segunda-feira, 23 de junho de 2008

Chegada em Macapá


Depois de saírmos da terra do Tacacá



Chegamos a Macapá... Capital do Amapá... Bá

Rio Branco (AC)

(Leandro) Bom concerto em Rio Branco. Teatro pequeno, intimista, em formato de arena. Público envolvido, atencioso e educado. Uma atmosfera única que ainda não haviamos vivido nesta turnê. Muita gente veio conversar conosco depois do concerto e ouvimos muito a respeito da revolução que o Acre passou nos últimos anos, tanto do ponto de vista urbanístico, como cultural. Percebe-se a auto-estima elevada do povo acreano. As pessoas tem orgulho do seu Estado e o poder público vem fazendo sua parte na recuperação do patrimônio histórico da capital. Caminhamos no domingo de manhã pelo centro, fomos ao mercado central e conhecemos alguns pontos históricos recuperados recentemente. A cidade impressionou a todos pela limpeza, organização, prédios históricos recuperados e povo amistoso. Muito bom.

Soube de projetos consistentes na área musical, inclusive do concurso para professores de música em nível superior. O curso de música da Universidade Federal está se estruturando e procura professores qualificados. Existe muita gente cheia de energia e vontade de fazer coisas sérias, pensando no desenvolvimento em longo prazo da sua população. O Acre pode se tornar um centro irradiar de cultura e conhecimento, numa localização geográfica estratégica para o Brasil. Vou torcer e fazer o que estiver ao meu alcance para apoiá-los nesta jornada. Obrigado Derivaldo, técnico do Sesc, pelo empenho e profissionalismo.

PS: Sobre a epopéia aérea, saímo do Hotel as 11:30, logo após o concerto, para um voô que partiria de Rio Branco à 1:00 da manhã. Chegamos em Brasilía as 6:00, embarcamos para Macapá, com escala em Belém do Pará, às 10:20 para chegar no Hotel San Marino na capital do Amapá às 14:30. Mais uma viagem de 15 horas e uma noite em claro.

Rio Branco (AC) Teatro de Arena





Chegada em Macapá .... com surpresas...

Acabamos de chegar na cidade de Macapá, capital do Estado de Amapá, praticamente estamos sem dormir pois logo que terminamos o concerto ontem em Rio Branco ja fomos rapidamente para o Hotel fazer as malas e posteriormente fomos direto para o Aeroporto de Rio Branco para seguir até Macapá com escala em Brasilia para variar.. hehehehehhe... entao estamos muito cansados neste momento, hoje chegamos no nosso limite físico, e ainda tivemos duas surpresas negativas, a primeira é que havia uma vã com capacidade para 22 pessoas para nos transportar com nossas malas para o hotel, o que é INVIÁVEL!! Então tivemos que deixar nossas malas no Aeroporto, com um sujeito do SESC vigiando enquanto prosseguíamos para o Hotel para adiantar o check-in, e a segunda surpresa negativa é que os instrumentos da Orquestra que geralmente embarcam no mesmo voo que os músicos, só chegarão a Macapá amanha pela tarte poucas horas antes do início do concerto, entao só nos resta esperar e orar para que o aeroporto nao feche, ou para que o voo não atrase, por que se isso acontecer será muito difícil a realização do concerto em Macapá sem os intrumentos de percussão, sem o cello do David Gardner, e sem o Baixo do Carlão.


Enfim... todoS nós sabemos da capacidade das pessoas envolvidas diretamente e indiretamente nesta turnè, são pessoas altamente capacitadas e muito bem preparadas, por isso me estranha um pouco esta sucessão de erros ou acredito ser mal entendidos que vem acontecendo nesses últimos dias, referentes à chegada dos instrumentos em cima da hora do concerto, passagens agendadas em outras datas para um grupo de músicos, fazendo com que eles tenham que embarcar separados da orquestra e ainda correr o risco de nao encontrar voos para remarcar suas passagens, viajens de mais de oito horas de onibus no mesmo dia do concerto, envio de um MICRO ONIBUS com capacidade para 22 pessoas para buscar os musicos e suas malas no aeroporto... Gostaria de esclarecer que esta crônica foi escrita aqui apenas por uma grande preoucpação que tenho de a qualquer momento um concerto ser cancelado por algum tipo de erro, e tambem para que tais erros nao se repitam pois eles só desgastam mais nosso estado físico e psicológico que se torna naturalmente vulnerável quando se tem uma sequencia de erros que podem atingir diretamente a realização de algum espetáculo nesta grande série que é o Sonora Brasil.


Grande abraço a todos, e parabenizo todos envolvidos neste projeto pelo empenho na realização do mesmo, eu sei o quanto é difícil colocar na prática um projeto com tamanha magnitude como o Sonora Brasil, e ja passamos da metade da turnè, e até agora realizamos todos os concertos, mesmo com alguns obstáculos que enfretamos pela tragetória, mas temos orgulho de ter feito com muito empenho e satisfação todos os concertos da turnè até o presente momento.

Luciano Pontes-spalla- ORQUESTRA DO ESTADO DE MATO GROSSO

Concerto em Rio Branco - Acre

Entrada do lindo Parque da Maternidade - Rio Branco(Acre)













Palácio do Governo do Estado do Acre












Mais uma parada da OEMT... desta vez foi na bonita cidade de Rio Branco, capital do estado do Acre, o nosso concerto aconteceu no Auditório Arena do Sesc. Pude ver uma cidade limpa, organizada, estruturada e em pleno desenvolvimento, PARABÉNS ao povo de Rio Branco e as atoridades locais por priorizar o verde e conservar tão bem a cidade. Muito obrigado ao povo Rio Branquense pela calorosa receptividade oferecidada à Orquestra do Estado de Mato Grosso.

domingo, 22 de junho de 2008






Vista noturna da cidade de Palmas-PO





Longa espera no Aeroporto de Porto Velho, como alguns colegas citaram anteriormente o erro gravissimo que ocorreu com nossas passagem fazendo com que nosso embarque fosse adiado para o final da tarde.

Atualizando comentários de recentes concertos da OEMT pelo Sonora Brasil

Venho através deste tópico atualizar meus comentários sobre alguns concertos da Orquestra do ESTADO DE MATO GROSSO pelo Brasil. Bem... vamos começar pelo Estado do Rio Grande do Sul...

Nossa primeira parada neste estado foi em Porto Alegre, onde tivemos provavelmente o público de todos os concertos oficiais menor públivo desta etapa do Sonora Brasil, acredito que haviam no máximo 30 pessoas assistindo a OEMT, e foi um ótimo concerto mesmo com a quantidade minúscula de público, alguns concertos também no interior do RIO GRANDE foram assistidos por um público minúsculo, enfim... tendo como referência os concertos que fizemos no Paraná, em Santa Catarina, em Vitória e em Goiânia alguns concertos no Rio Grande do Sul foram os que tiveram menor público pois a média de público nos concertos da OEMT nestes estados citados anteriormente foi de 400 pessoas, destaco a beleza das cidades de Passo fundo, Pelotas e Caxias, destaco tambem o nosso melhor concerto no Rio Grande que foi realizado na cidade de Pelotas que ja foi o maior polo cultural do Rio Grande e um dos mais importantes do Brasil, um grande público, um grande teatro, realmente foi uma noite para jamais esquecermos, mesmo tendo viajado mais de nove horas de Passo Fundo para Pelotas, o que é completamente INVIÁVEL logisticamente falando, pois o músico para realizar um bom concerto precisa acima de tudo estar bem psicologicamente e principalmente fisicamente, o que nao é possivel depois de uma viajem de ônibus de mais de nove horas, mas quando vimos aquele lindo teatro em Pelotas e aquele Público caloroso nao tivemos outra alternativa a nao ser nos entregar de corpo e alma e fazer um grande concerto.. e foi exatamente o que aconteceu, gostaria de ressaltar tambem que nos foi prometido que viajaríamos de onibus no máximo trechos equivalentes a quatro horas de viajens, o que nao aconteceu no trecho Passo Fundo x Pelotas, e no trecho Palmas x Foz do Iguaçu que ocorreu extamente a mesma coisa.


Em Vitória tambem fizemos um concerto espetacular, ficamos hospedados na Praia Camburi, o teatro era belíssimo e o publico simplesmente ESPETACULAR!! Ao final da obra ''Bachianas Brasileiras 04'' do Vila, um senhor gritava eufórico na Platéia: ''EU ME SINTO MAIS BRASILEIRO MAESTRO!! EU ME SINTO MAIS BRASILEIRO MAESTRO!!''... Esta é a ocasião mais prazerosa que um artista pode encontrar e vivenciar, quando ele ouve e sente que a sua interpretação tocou o público de alguma forma.


Sobre o concerto em Brasília eu ja comentei em um tópíco específico anteriormente.


Na minha querida cidade de Goiania a OEMT fez um dos melhores concertos dentro desta grande viajem, a platéia esteve simplesmente irretocável e soube muito bem valorizar a grande atuação da OEMT com calorosos aplausos e com o pedido de três ''bis'' ao final do concerto,eu sou suspeito de tecer aqui comentários sobre a minha querida Goiânia, ela simplesmente é uma cidade Maravilhosa. Parabenizo o Sesc de Goiania pela estrutura e pela organização, a unica observação que faço aqui é para que da próxima vez seja preparado um grande TEATRO para receber uma orquestra do nível da OEMT, e não um minúsculo auditório como o do Senac Cora Coralina que tem inúmeras qualidades, acredito que este auditório pode ser aproveitado para diversas atividades, menos para espetáculos Orquestrais, por ser muito pequeno,e por nao ter camarins adequados para receber uma Orquestra, uma prova deste auditório ser pequeno foi a super lotação vista no dia do concerto da OEMT, eu pude perceber muuitas pessoas indo embora ao ver a super lotaçao do auditório. Mais uma vez meus parabens para o SESC local, voces estiveram brilhantes!!! Em Goiânia nós tivemos um grande susto, pois o SESC de Brasília resolveu enviar os instrumentos através de um transporte terrestre, e não por avião como geralmente acontece, então voces ja podem imaginar o que aconteceu, segundo o responsável pelos instrumentos houve um problema no veículo que transportava os mesmos... enfim.. foram momentos angustiantes pois os instrumentos não chegavam e os relógios ja marcavam mais de 20hs da noite, horário o qual deveria iniciar o concerto, mas o certo é que os instrumentos chegaram próximo as 21hs, entao o concerto pode finalmente começar.


O Concerto em Cuiabá tambem foi exelente e com casa cheia, muito obrigado ao povo cuiabano que mais uma vez recebeu sua orquestra com muita satisfação.



Em Palmas eu percebi uma cidade bastante estruturada, muito bem organizada e planejada, um teatro muito bom e um público muito interessado ouvir em Música de Concerto, o que falta mesmo em Palmas é uma exelente orquestra funcionando e tocando para o público de Palmas que ja a muito merece do governo local uma Orquestra de presente, tivemos um grande susto no embarque para Porto Velho, eu e mais cinco colegas estávamos lotados em outro voo e em outra data, ainda bem que no dia nao havia concerto e tivemos tempo suficiente para consertar este GRAVÍSSIMO ERRO e chegar em Porto Velho na madrugada do dia seguinte!! Imaginem só ... se neste dia tivesse concerto em Porto Velho... seria catastrófico!!! ERROS COMO ESTE SÃO PRIMÁRIOS E JAMAIS PODEM ACONTECER AO LONGO DE UMA TURNÈ COMO ESTA!!!

O Concerto em Porto Velho foi bem interessante tambem, o teatro nao estava lotado mas fizemos nossa parte, percebi uma cidade mal cuidada, meio abandonada e com pouca estrutura. Os ingressos para o concerto foram cobrados a 15 reais, o que vai contra o subtítulo do Sonora que é ''formação de ouvintes musicais'' e vai contra a realidade local de Porto Velho, nós tocamos em cidades com qualidades de vida muito altas como Goiania, Florianópolis, Curitiba, Blumenau etc.. e em muitas delas o valor do ingresso era irrisório ou ate mesmo entrada Franca. Gostaria de esclarecer que as críticas que aqui faço nao são para fins provocaticos, mas são estritamente construtivas, pois eu sei o quanto a região norte do Brasil é rica em extrativismo vegetal, mineral, inclusive petróleo e gás natural, e sem falar nas atividades de ecoturismo e no grande potencial hidrelétrico da região. Espero voltar em breve e nao me decepcionaar, percebendo melhoras e um amplo sinal de desenvolvimento na região, pois é isso que Cidadão Rondoniense merece.


LUCIANO PONTES-Spalla - Orquestra do Estado de Mato Grosso

Porto Velho: próxima parada ...Porto Velho ?

(Carlos Gomes)A vida dá voltas ... o mundo gira ...são expressões comuns no nosso cotidiano, ou que alguma vez já ouvimos na vida... pois é , saímos de Porto Velho às 13 horas do sábado, 21 de junho, rumo a Rio Branco, Acre ... uma distância que se olharmos no mapa é relativamente curta ( são aproximadamente 50 minutos de vôo)...mas não foi bem assim ... tínhamos nossa passagem marcada para Brasília, onde faríamos conexão , para depois seguirmos a Rio Branco ... uma viagem de 2 horas e meia , uma espera de mais quatro horas e depois mais 3 horas e quinze de vôo até o Acre... uma verdadeira jornada ...e isso será rotina à partir de agora , quando estamos fazendo a parte norte do Brasil ... todos os vôos partem de Brasília , quase não há vôos diretos ... as companhias aéreas escolhem que rota desejam operar , o que é mais lucrativo ... vale frisar que neste caso havia um vôo direto da Gol , que por motivos que não sabemos não foi o escolhido ... Brasília , ou melhor dizendo o aeroporto, virou nossa segunda casa ... neste dia em especial houve um atraso de mais de uma hora e meia , o que prolongou ainda mais nossa estada na capital federal ... mas enfim saímos rumo ao Acre ( jamais pensei em toda minha vida que conheceria esse estado,uma verdadeira supresa, dada a beleza de sua capital )... quase ao final da viagem veio o fato que nos abalou ... o piloto anuncia : aeroporto de Rio Branco fechado por neblina ... teríamos que descer em Porto Velho ...que ??? ...de novo, não ??? ... a sensação de rodar mais de 12 horas e voltar ao mesmo ponto foi frustrante , ríamos para não chorar ... foi aproximadamente mais uma hora e meia em Rondônia , quando tivemos a notícia que poderíamos então seguir ... ufa ... siceramente achei que passaríamos a noite por lá ... e então tivemos nossos 50 minutos de vôo rumo a Rio Branco ... pousamos a 1:30 h horário local ( 2 horas a menos de Brasília)...um verdadeiro alívio em mais uma epopéia ... todos ansiosos em descer da aeronave e ir buscar sua mala ... e que demora !!!... Como custa chegar ao Acre ... uma verdadeira multidão se acotovelava no saguão, louca para pegar suas coisas e então poder descansar, rever parentes ,ir para o hotel ... calma ... os carrinhos estão chegando ... enfim ligaram a esteira ... e gira ... gira ... gira ... gira ...

Reflexões

(Leandro) Tivemos pouco tempo em Porto Velho (especialmente os 6 integrantes da Orquestra que ficaram para trás) e as rápidas impressões da cidade não foram das melhores. Percebemos a cidade um pouco mal cuidada e desorganizada.

Enfim, mudando de assunto, faço uma breve reflexão aqui, com intuito de colocar em pauta um aspecto crucial para o bom desempenho do Sonora Brasil. Depois de mais de 50 concertos, em quase 15 estados, podemos fazer uma análise comparativa que pode lançar luzes a algumas questões.

Antes de tudo, gostaria de frisar mais uma vez que a Orquestra do Estado de Mato Grosso participa do projeto Sonora Brasil com o mesmo objetivo do Sesc Nacional e dos departamentos regionais. Não estamos apenas cumprindo agenda, prestando um serviço, e ponto. Muito pelo contrário, nossa missão neste Projeto se justifica apenas quando há público ouvinte. Lembremos que o subtítulo do Sonora Brasil é ‘formação de ouvintes musicais’. Isso diz tudo.

Estamos conhecendo profundamente o sistema operacional do Sesc. Cada regional tem suas características e o sucesso de nossos concertos, em cada estado, depende muito da equipe técnica e da ‘cultura’ de cada unidade, ou seja, do modus operandi local. Percebemos que cada lugar tem conceitos enraizados e que são dificeis de se quebrar. O modo de gestão do Sesc respeita isso, sabemos, dando liberdade para cada unidade gerir suas atividades da maneira que lhe aprouver.

No entanto, quando se trata de um projeto de abrangência nacional, alguns critérios poderíam ser estabelecidos para evitar erros. Observo aqui, particularmente, a cobrança de ingressos. Cada regional tem liberdade para definir se cobra ou não, e o valor. Ontem, em Porto Velho, foi cobrado R$ 15,00 por ingresso. Foi a valor mais alto de todo o Brasil até o momento. Não é preciso dizer que isso limita o acesso. Uma familia de 4 pessoas gastaria R$ 60,00. O valor arrecadado, ainda que o teatro estivesse lotado, representaria uma receita mínima, diante dos investimentos realizados, insuficiente para cobrir os gastos mais prosaicos. Nada contra a cobrança de ingresso, mas deslocar uma Orquestra e praticar um valor desta natureza, em minha opinião, desvirtua o objetivo do projeto, afastando ouvintes e fez de democratizar e dar acesso ao maior número possível de pessoas.

A minha sugestão aqui é que se unifique o critério ‘cobrança de ingresso’ para todas as regionais com entrada gratuita ou, no máximo, R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). O ideal, para mim, seria oferecer entrada franca e ampla distribuição de ‘programas de concerto’ em formato profissional, grande e bonito, para as pessoas levarem para casa, com autógrafo dos músicos, lerem, relerem e guardarem com carinho.

Outro comentário. Quando chegamos em uma cidade quase podemos ‘sentir’ no ar se o concerto está bem divulgado ou não. Conversamos com as pessoas, andamos pela cidade e observamos a distribuição de cartazes e folhetos (quando há) em locais entratégicos. São 20 músicos fazendo isso! Lemos os jornais locais e assistimos televisão. Após algumas horas de ‘pequisa’ já podemos pressentir como será a noite. Por mais que alguns técnicos do Sesc digam que o evento foi ‘bem’ divulgado, isso não corresponde à realidade. Afinal, eles também não tem obrigações nesta área e, muitos deles, nem conhecimento específico e experiência para poder traçar uma boa estratégia de divulgação.

Esse é um ponto muito importante de todo o processo. Não é apenas uma questão de boa estrutura ou de uma ‘assessoria’ de comunicação à disposição do evento. É muito mais uma ‘atitude’, que pode fazer uma enorme diferença. Afinal, o investimento é muito grande para se levar uma Orquestra profissional para um concerto em Porto Velho (RO), por exemplo. Não só financeiro, mas pessoal e logístico. É um esforço enorme, que acontece raramente, que pode ser mal empregado se o trabalho de pré-produção não é feito com plenitude.

Todos nós da Orquestra temos nossas impressões confirmadas pelo público que comparece aos concertos. Ontem, por exemplo, não saiu nada nos jornais e na TV. Por que não? Até o momento já fomos matéria de capa dos maiores jornais de SC, PR, RS, ES, GO, MS, MT e TO. Por que nenhuma menção nos jornais de RO ao concerto da Orquestra. Muitas pessoas foram falar conosco depois do concerto para reclamar que conheciam dezenas de pessoas que adorariam estar ali! Mas não sabiam de nada .... O mesmo aqui em Rio Branco. Hoje é domingo e absolutamente nada nos jornais. Por que?

Estou fazendo estas obervações após o concerto de Porto Velho e pode parecer que foi um caso único. Não foi. Houve outros lugares em que esta situação aconteceu. Apenas sinto-me obrigado a tocar neste ponto, neste momento, para que os gestores que acompanham nossa turnê por este blog possam tirar algum proveito desta experiência, quer para o último mês de viagem da Orquestra do Estado de Mato Grosso, quer para as próximas edições do Sonora Brasil.

Não vou me aprofundar aqui em ‘como’ resolver este problema, mas fico à inteira disposição do Sesc Nacional para tratar desta questão. Insisto: pode-se criar uma metodologia eficiente para a ‘comunicação’ do Projeto como um todo, onde uma boa assessoria de imprensa seria parte fundamental para que bons resultados fossem alcançados.

PS: A viagem de Porto Velho à Rio Branco foi a mais ‘insana’ até o momento. Exitem duas opções: a primeira, um voô da Gol, direto, que dura 50 minutos. A segunda, um voô da TAM que vai a Brasília, faz conexão, e ‘volta’ para Rio Branco. Fomos pela segunda opção. Após uma espera de 5 horas em Brasília, pegamos a segunda parte do voô para Rio Branco. Quase chegando lá, fomos informados que o aeroporto estava fechado e que voltaríamos a Porto Velho! Hilário! 12 horas depois voltamos para o mesmo lugar. Uma viagem que poderia durar 50 minutos, durou 15 horas ... Fomos dormir, mais uma vez, às 4 da manhã. Não preciso dizer que, nesta altura do campeonato, o desgaste é total.

Para completar: o concerto é daqui a pouco, às 20:00 (horário local – 2 horas a menos que Brasília). À meia noite, deveremos estar no aeroporto para embarcar à 01:00da manhã. Chegaremos em Brasília às 05:00 da manhã, esperaremos até às 10:00 para embarcar para Macapá. Passaremos a noite no avião e, mais uma vez, no aeroporto de Brasília. Neste caso, não há outra opção. É o único voô disponível.

Porto Velho (RO) Teatro de Arena



sexta-feira, 20 de junho de 2008

Meu iaiá ...meu ioio ....e muitos dedos !!!!!



Noivado e belas praias




Jorge Moura Postando...

Ja estamos em Porto Velho depois do sul do pais e passamos para a parte quente da viagem. Na verdade estou bem renovado para o resto da viagem apos ver minha familia, respirar um poucom de cuiaba e rever minha noiva. Nao so tive dois dias bons em Cuiaba como tive o melhor dia de minha vida no sabado antes do dia do concerto no sesc Arsenal, pois, embora eu ja fosse noivo, ainda nao tinhamos declarado nada oficialmente nem comprado alianca (o que fariamos apos o termino da turne). Pois imaginem minha surpresa ao ir numa festa junina da familia e descobrir que estava indo para minha festa de noivado surpresa, fui literalmente pedido em casamento por minha noiva com alianca nova e tudo. Foi perfeito e unico, quantos homens podem dizer que foram pedidos em casamento hehe. Amei. Desculpem o comentario pessoal mas vou lembrar sempre de ter ficado noivo durante a turne Sonora Brasil.

O concerto em Cuiaba foi otimo e foi bom tambem tocar mais uma vez com a Alice que infelizmente nao seguira viagem conosco. Ja fizemos dois concertos com a penas 3 segundo violinos mas estamos segurando bem o naipe mesmo assim, parabens ao lider fernando.

Os concertos de Campo Grande e Palmas foram muito bons e lotados. Em Campo Grande pude visitar minha prima Andrea com minhas priminhas Ana Clara e Julia, que postei uma foto e em Palmas fomos a praia de Prata, muito linda e nos ajudou a recuperar o animo tambem.

So nao gostamos da pessima surpresa ao saber que seis de nossos guerreiros tiveram que ficar em palmas o dia inteiro por um erro ao marcarem a passagem. Todos sentiram a falta na viagem e esperamos que nao aconteca mais. Por hoje e so. Te amo minha noiva mas agora so nos vemos em agosto...snif.

José Evangelista em Goiânia


Maestro Leandro Carvalho em Goiânia

Atualizando

(Leandro) Faltavam as fotos de Goiânia! Recebemos hoje da assessoria de comunicação do Sesc. Vejam como o pequeno auditório do Senac (Cora Coralina) ficou lotado! Centenas de pessoas ficaram (infelizmente) para fora. Isso mostra que o Sonora Brasil tem um grande público, que a Orquestra tem um grande público e que espaços mais adequados, com melhor infra-estrutura devem ser escolhidos para apresentações desta natureza. Momentos como este asseguram que o projeto vem cumprindo seu objetivo de 'formar ouvintes' e que a Orquestra está dando sua contribuição, fazendo um esforço 'hercúleo' para honrar o convite do departamento nacional do Sesc.

Falha grave

(Leandro) Surpresa ao fazer o check-in no aeroporto de Palmas, às 06:00 da manhã. Seis passageiros estavam com as passagens erradas, com data para dois dias depois. Fomos ao balcão da TAM e fomos informados que o voô estava lotado e que teríamos que embarcar no próximo vôo. Para quem está viajando há quase 60 dias, fazendo concertos praticamente todos os dias e dormindo em torno de 5 horas por noite, a situação foi desastrosa. O que seria uma tarde de descanso em Porto Velho, se transformaria num pesadelo de 24 horas, uma viagem absurda que drenaria nossa pouca energia restante.
Estava acompanhado das primeiras estantes da Orquestra, incluindo Mr Gardner, Pontes, Pereira, Machado e Visockas.

Quando o restante da Orquestra entrou na aeronave, notou que haviam mais de 10 lugares disponíveis. Como assim? O sentimento de revolta veio à tona. Nossos colegas nos informaram por telefone e corremos no balcão da TAM para tentar reverter a situação. A desculpa foi lapidar: “No show”. Sei .... Fala mais sobre isso. Segundo eles, mais de 10 pessoas simplesmente não apareceram no primeiro dos únicos 2 vôos diários de Palmas para Brasília. Desculpa ‘esfarrapada’ e falta de bom senso. Não houve acordo e o avião decolou sem nós. Passamos a manhã no aeroporto, tomamos um táxi para almoçar na cidade (nenhum restaurante em funcionamento no aeroporto) e voltamos as 15:00 para embarcar para Brasília. Chegando lá, mais 6 horas de espera para embarcar quase meia noite. Fomos dormir as 4 da manhã (quase no mesmo horário que acordamos). Resumindo, quase 24 horas ‘no ar’ para chegar no Hotel Aquarius em Porto Velho, Rondônia.

Fatal. Estamos destruídos.

De quem foi a culpa? De todos. Estamos todos trabalhando juntos para alcançar um mesmo obejtivo. Para mim, a atitude correta é aprender com o erro. O empenho deve ser coletivo, de todos os profissionais e instituições envolvidas, para que situações como esta não aconteçam novamente.

O concerto aqui em Porto Velho é daqui a pouco.

24 horas no ar





Palmas (TO)

(Leandro) Depois de muitos anos retornei a Palmas e vi uma cidade bem maior e mais desenvolvida. O Teatro Fernanda Montenegro, onde fizemos o concerto, está inserido num centro cultural com biblioteca e outros recursos. Mesmo em dia de Brasil e Argentina, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, o público lotou o teatro para nos prestigiar, mostrando um grande interesse e carinho pela Orquestra e pela música de Villa-Lobos. A atitude do Sesc Palmas foi muito acertada: optaram por fazer uma parceria com a Prefeitura para a utilização do teatro, apostando que a Orquestra atrairía um grande público. Não deu outra! Com uma boa divulgação na imprensa (chamadas nas TVs, especialmente a TV Globo, e uma matéria de meia página no principal jornal do Estado de TO) e um corpo a corpo intensivo das técnicas, o Sesc conseguiu mobilizar a comunidade e transformar a noite num momento especial. Desta forma, cumpre-se o objetivo do Sonora Brasil. Parabéns a Ana, equipe técnica e obrigado ao público de Palmas pelos aplausos calorosos!

Palmas (TO) Teatro Fernanda Montenegro








Orquestra ... Uma Família ...A Separação

(Carlos Gomes) Chegamos ao final do nossa estada em Palmas ... me surpeendeu muito a cidade ... planejada , nova , muito espaço pra se construir ... me deu a sensação de estar realmente no mundo novo , naquela América virgem que os europeus tanto vislumbraram ... o Rio Tocantins e suas praias ,que foram criadas pela represa, não deixam saudades do mar aos moradores do Brasil Central ... e o por do sol então, um espetáculo à parte ...a verdade é que aproveitamos muito e , tudo isso seria lindo se não fosse um grande inconveniente ... ao chegarmos ao aeroporto de Palmas na manhã de quinta feira, 19 de junho, descobrimos que alguns dos nossos integrantes estavam com a passagem agendada para o dia 21 ...como assim ??? ... Isso mesmo, acreditem ... mas não seria possível, pois teríamos o concerto em Porto Velho dia 20 ... estávamos numa "sinuca de bico" ... e como resolver essa situação ???... Acreditamos que bastaria que a companhia aérea mudasse a data da passagem destas pessoas e, assim todos continuaríamos juntos no mesmo vôo, agendado para a manhã do dia 19, um pensamento prático ... mas não foi possível ... vôo lotado ... quanta gente viaja de Palmas à Brasilia numa quinta feira de manhã ... pois é ... teríamos que nos separar ... depois de mais de 1 mês e meio viajando juntos ... rindo juntos ... brincando e brigando juntos ... como toda família!!! ... Tentamos de toda a forma viabilizar o embarque dos 6 que ficaram ( O maestro Leandro, os violinistas Pedro, Fernando, Luciano e João , e o violoncelista David ) ... tudo em vão ... e nós precisaríamos seguir ... entramos e nos acomodamos na aeronave ... mas percebemos que nem todos os lugares estavam ocupados ... ao todo 1o lugares livres , de segundo consta , pessoas que não embarcaram , mas que haviam comprado o bilhete(isso segundo a TAM) ... oras ... faltou um pouco de bom senso da companhia , pois somos um grupo, uma família, que tem viajado junto todo esse tempo ; os responsáveis poderiam aguardar um pouco , fazer a contagem dos passageiros e viabilizar o embarque do restante do grupo ... houve um erro na marcação destas passagens , e agora seria difícil apontar quem errou , não sabemos ... esperávamos apenas bom senso ...mas não somos o general , que parou um avião na pista em Brasília para embarcar , quando havia chegado atrasado ao check in ... somos apenas músicos representando o estado de Mato Grosso , levando música às pessoas deste país que nunca ouviram uma orquestra ... tocando Villa Lobos ... contribuindo para a cultura em lugares onde o acesso a esta é precário ... mas tudo isso não tem valor numa hora dessas e, sabemos como foi difícil a separação ... enfim , esta família está reunida novamente , depois de uma verdadeira epopéia que os 6 integrantes passaram ( chegaram aqui em Porto Velho na madrugada do dia 20 ... ao todo mais de 15 horas de espera entre vôo e estada nos aeroportos de Palmas e Brasília) ... particularmente, foi difícil para mim viajar sem estas pessoas ... você acaba criando laços ... comentei até com um dos nossos colegas quando entramos no ônibus aqui em Porto Velho ... sabia que faltava algo .... e que bom que é assim ... que existe este comprometimento entre as pessoas do nosso grupo , da nossa família orquestra ... apesar disto ser exceção para alguns .

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Palmas - "Cavaleiro da esperança"

(Fernando) Nada a dizer, só a recomendar!

"A pátria não é ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação” - Ruy Barbosa

“À Pátria tudo se deve dar; nada se deve pedir; nem mesmo compreensão”. Siqueira Campos

"Ontem é história. Amanhã é mistério. Hoje é dádiva. Por isso é chamado presente.” anônimo